Jeremias Cap. 17
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O Legalismo Religioso e a "Polícia do Sábado"
A alegria imediata da cura foi rapidamente confrontada pela rigidez do sistema religioso vigente. Assim que o homem curado começou a caminhar carregando seu leito, ele foi interceptado pelo que poderia ser chamado de "Polícia do Sábado". Os líderes religiosos, em vez de se maravilharem com o milagre de um paralítico de 38 anos andando, focaram exclusivamente na infração de uma regra cerimonial.
A interpretação rabínica da lei do sábado havia se tornado extremamente complexa e restritiva. Baseando-se em passagens como Jeremias 17:21, os mestres da lei haviam criado dezenas de categorias de "trabalho" proibido, e transportar um objeto de um domínio privado para um público (como o leito) estava entre as vedações.
A abordagem dos líderes revela uma cegueira espiritual profunda:
"É sábado, não te é lícito levar o leito." (João 5:10)
Não houve celebração, não houve perguntas sobre como sua saúde fora restaurada, nem louvor a Deus. O sistema religioso havia se tornado um fim em si mesmo, onde a manutenção da regra era superior à vida humana e à misericórdia.
A Cegueira Seletiva
A resposta do homem curado é reveladora. Ele transfere a responsabilidade para Aquele que o curou, usando uma lógica irrefutável:
"Aquele que me curou, ele próprio me disse: Toma o teu leito, e anda." (João 5:11)
O argumento implícito é poderoso: se alguém tem autoridade e poder suficiente para reverter instantaneamente uma paralisia de quase quatro décadas, essa pessoa certamente possui autoridade divina para ordenar o que deve ser feito no sábado. O milagre autenticava a ordem.
No entanto, a reação dos judeus expõe a malícia de seus corações. A pergunta que fazem a seguir demonstra claramente suas prioridades distorcidas. Eles não perguntaram: "Quem é o homem que te curou?", o que seria a questão natural diante de um sinal tão grandioso. Em vez disso, indagaram:
"Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito, e anda?" (João 5:12)
Eles ignoraram deliberadamente o milagre (o bem) para focar na suposta infração (o leito). Eles estavam interessados apenas em encontrar um culpado para punir, não um Salvador para adorar.
O Reencontro e a Identidade Revelada
Inicialmente, o homem não sabia quem era Jesus, pois Ele havia se retirado da multidão. Mais tarde, Jesus o encontra no templo e lhe dá uma advertência solene, que sugere uma conexão entre a condição espiritual e as consequências na vida:
"Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior." (João 5:14)
Esta afirmação indica que, embora a cura física fosse maravilhosa, a maior necessidade do homem era a redenção espiritual e o abandono do pecado. Após saber a identidade de seu benfeitor, o homem informa aos judeus que fora Jesus quem o curara.
A partir deste momento, a perseguição contra Jesus se intensifica e ganha uma justificativa formal. Os líderes religiosos não buscavam a verdade, mas a defesa de suas tradições. O versículo 16 resume a triste conclusão deste episódio: os judeus perseguiam a Jesus e procuravam matá-lo, não porque Ele fazia o mal, mas porque Ele fazia o bem no dia de sábado, desafiando a autoridade deles.
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