5 Se andeicomfalsidade, e se o meu pé se apressoupara o engano6 (pese-me Deus em balançasfiéis e conhecerá a minhaintegridade);7 se os meuspassos se desviaram do caminho, e se o meucoraçãosegue os meusolhos, e se às minhasmãos se apegouqualquermancha,8então, semeie eu, e outrocoma, e sejamarrancados os renovos do meucampo.
9 Se o meucoração se deixouseduzirporcausa de mulher, se andei à espreita à porta do meupróximo,10então, moaminhamulherparaoutro, e outros se encurvemsobreela.
13 Se desprezei o direito do meuservo ou da minhaserva, quandoelescontendiamcomigo,14então, quefaria eu quandoDeus se levantasse? E, inquirindoele a causa, quelheresponderia eu?
Por fim, a base moral para esses direitos é poeticamente expressa no livro de Jó, um dos textos mais antigos das Escrituras. Jó, ao defender sua integridade moral, explica por que nunca tratou seus servos com injustiça:
"Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo... Aquele que me criou no ventre não o criou a ele também? E não foi um só que nos formou na madre?" Jó 31:13,15
Aqui vemos a admissão clara de que senhor e servo são feitos da mesma matéria, pelo mesmo Criador. Essa igualdade fundamental perante Deus é o pilar que sustenta os direitos humanos e que, em última análise, torna qualquer forma de opressão insustentável à luz da revelação bíblica.
16 Se retive o que os pobresdesejavam ou fizdesfalecer os olhos da viúva;17 ou, se sozinhocomi o meubocado, e o órfãodelenãoparticipou18 (Porquedesde a minhamocidadecresceucomigocomo se eu lhefora o pai, e desde o ventre da minhamãefui o guia da viúva.);19 se a alguém vi perecerporfalta de roupa e ao necessitado, pornãotercoberta;20 se os seuslombosnão me abençoaram, se elenão se aquentavacom a lã dosmeuscordeiros;21 se eu levantei a mãocontra o órfão, por me verapoiadopelosjuízes da porta,22então, caia a omoplata do meuombro, e sejaarrancado o meubraço da articulação.
24 Se no ouropus a minhaesperança ou disse ao ourofino: em ti confio;25 se me alegreiporseremgrandes os meusbens e porter a minhamãoalcançadomuito;26 se olheipara o sol, quandoresplandecia, ou para a lua, quecaminhavaesplendente,27 e o meucoração se deixouenganar em oculto, e beijoslhesatireicom a mão,28tambémistoseriadelito à punição de juízes; poisassimnegaria eu ao Deus lá de cima.
29 Se me alegrei da desgraça do que me temódio e se exulteiquando o mal o atingiu30 (Tambémnãodeixeipecar a minhaboca, pedindocomimprecações a suamorte.);31 se a gente da minhatendanãodisse: Ah! Quemhaverá aí quenão se saciou de carneprovidaporele32 (O estrangeironãopernoitava na rua; as minhasportasabria ao viandante.)!
33 Se, comoAdão, encobri as minhastransgressões, ocultando o meudelito no meuseio;34porque eu temia a grandemultidão, e o desprezodasfamílias me apavorava, de sorteque me calei e nãosaí da porta.
38 Se a minhaterraclamarcontramim, e se os seussulcosjuntamentechorarem;39 se comi os seusfrutossem tê-la pagodevidamente e causei a morteaosseusdonos,40portrigo me produzacardos, e porcevada, joio. Fimdaspalavras de Jó.
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