1 “Quandoerajovem, fiz um tratocomDeus. Nuncaolhariaparaumamulhercomintençõesimpuras em meucoração;2pois se o fizesse, qualseria a porçãoque eu receberia de Deus lá de cima? QueherançaDeus me daria, e como me abençoaria o Todo-poderoso, lá doscéus?
7 Se andeifora do caminho, se meucoraçãodesejoucomintençõesimpuras o quemeusolhosviram, ou se minhasmãos se contaminaram,8desejoqueoutroscomam o que eu plantei, e que as minhasplantaçõessejamarrancadaspelasraízes.
13 “Se eu fuiinjustocommeusservos e servasquandoreclamavamcontramim,14quefareiquandoDeus me confrontar? O que eu lhedireiquandoele me chamarparaprestarcontas?
Por fim, a base moral para esses direitos é poeticamente expressa no livro de Jó, um dos textos mais antigos das Escrituras. Jó, ao defender sua integridade moral, explica por que nunca tratou seus servos com injustiça:
"Se desprezei o direito do meu servo ou da minha serva, quando eles contendiam comigo... Aquele que me criou no ventre não o criou a ele também? E não foi um só que nos formou na madre?" Jó 31:13,15
Aqui vemos a admissão clara de que senhor e servo são feitos da mesma matéria, pelo mesmo Criador. Essa igualdade fundamental perante Deus é o pilar que sustenta os direitos humanos e que, em última análise, torna qualquer forma de opressão insustentável à luz da revelação bíblica.
16 “Se explorei os pobres, guardando o alimentoparavendermaiscaro na época do preçoalto, se fizviúvaschorarem,17 se comimeupãosozinhosemcompartilhá-lo com o órfão,18 — a verdade é quedesde a minhamocidade eu cuidei do órfãocomo se fosseseupai e desde o nascimentoajudei a viúva —19 se vi alguémmorrendo de frioporfalta de agasalho, ou um necessitadoquenãotinhacomque se cobrir,20 se o pobrenão me abençoouporquenãoaqueceu as suascostascom a lã dasminhasovelhas,21 e se levantei a mãocontra o órfãoporseramigodasautoridades no tribunal,22entãoqueroquemeuombro se desloque, meubraçosaia do lugar e assim eu fiquealeijadoparasempre.
24 “Se eu coloqueiminhaesperança no ouro e disse ao ouropuro: Você é a minhagarantia,25 se me considereiseguroportergranderiqueza, e porminhasmãosterganhomuito,26 se olheipara o solquandoresplandecia ou para a lua, quando se moviagloriosa,27 e me deixeienganar em segredo, adorando um ou outro, e jogandobeijoscom a mãopara o céu,28issotambémseriajulgadocomopecado, merecedor de condenação, porque eu estariasendoinfiel a Deus, queestánasalturas.
29 “Se eu me alegreicom a desgraça do meuinimigo, ou se os seusproblemas me deramprazer,30 — coisaque eu absolutamentenuncafiz, lançandomaldiçãosobreele —31 se os quemoram em minhacasanuncadisseram: ‘Quemnão se fartou de carneprovidapor Jó?’
32 — nenhumestrangeiropassou a noite na rua, pois a minhaportasempreesteveaberta ao viajante —33 se escondi o meupecadocomooutrosfazem, tentandoesconder de Deus a minhaculpa, e34portermedo de serdescobertopelosvizinhos e serdesprezadopelosfamiliares, me calei e nãosaí de casa …35 “Ah, quemderaquealguém se importasse em me ouvir! Eis a minhadefesa. Que o Todo-poderoso me responda; que o meuadversárioescreva a suaacusação;36certamente a levariasobre os meusombros, e a usariacomocoroa.
38 “Se a minhaterra se queixarcontramim e os seussulcos se molharem de lágrimas,39 se comidosseusfrutossemnadapagar, ou se causeimorteaosseusdonos,40queelapasse a produzirespinhos em lugar de trigo e ervasdaninhas em lugar de cevada”. Assim, Jó terminou a suadefesa.
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