8Porfimentrou na minhapresençaDaniel, cujonome é Beltessazar, segundo o nome do meudeus, e no qual há o espíritodosdeusessantos; e eu lhecontei o sonho, dizendo:9 Ó Beltessazar, chefedosmagos, porquanto eu seique há em ti o espíritodosdeusessantos, e nenhummistério te é difícil, dize-me as visões do meusonhoquetive e a suainterpretação.
10Eramassim as visões da minhacabeça, estando eu na minhacama: eu olhava, e eisumaárvore no meio da terra, e grandeera a suaaltura;11crescia a árvore, e se faziaforte, de maneiraque a suaalturachegavaaté o céu, e eravistaaté os confins da terra.
12 A suafolhagemeraformosa, e o seufrutoabundante, e havianelasustentoparatodos; debaixodela os animais do campoachavamsombra, e as aves do céufaziammoradanosseusramos, e dela se mantinhatoda a carne.
14Eleclamou em altavoz e disseassim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suasfolhas e espalhai o seufruto; afugentem-se os animais de debaixodela, e as avesdosseusramos.
15Contudodeixai na terra o troncocom as suasraízes, numacinta de ferro e de bronze, no meio da tenrarelva do campo; e sejamolhado do orvalho do céu, e seja a suaporçãocom os animais na erva da terra.
17Estasentença é pordecretodosvigias, e pormandadodossantos; a fim de queconheçam os viventesque o Altíssimotemdomíniosobre o reinodoshomens, e o dá a quemquer, e até o maishumildedoshomensconstituisobreeles.
18Estesonho eu, reiNabucodonozor, o vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação; porquantotodos os sábios do meureinonãopuderamfazer-me saber a interpretação; mas tu podes; pois há em ti o espíritodosdeusessantos.
19EntãoDaniel, cujonomeeraBeltessazar, esteveatônitoporalgumtempo, e os seuspensamentos o perturbaram. Falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a suainterpretação. RespondeuBeltessazar, e disse: Senhormeu, seja o sonhopara os que te odeiam, e a suainterpretaçãopara os teusinimigos:20 A árvorequeviste, quecresceu, e se fezforte, cujaalturachegavaaté o céu, e queeravistaportoda a terra;21cujasfolhaseramformosas, e o seufrutoabundante, e em queparatodoshaviasustento, debaixo da qual os animais do campoachavamsombra, e em cujosramoshabitavam as aves do céu;22 és, tu, ó rei, quecresceste, e te fizesteforte; pois a tuagrandezacresceu, e chegouaté o céu, e o teudomínioaté a extremidade da terra.
23 E quanto ao queviu o rei, um vigia, um santo, quedescia do céu, e quedizia: Cortai a árvore, e destruí-a; contudodeixai na terra o troncocom as suasraízes, numacinta de ferro e de bronze, no meio da tenrarelva do campo; e sejamolhado do orvalho do céu, e seja a suaporçãocom os animais do campo, atéquepassemsobreelesetetempos;24esta é a interpretação, ó rei é o decreto do Altíssimo, que é vindosobre o rei, meusenhor:25serásexpulso do meiodoshomens, e a tuamoradaserácom os animais do campo, e te farãocomerervacomo os bois, e serásmolhado do orvalho do céu, e passar-se-ão setetemposporcima de ti; atéqueconheçasque o Altíssimotemdomíniosobre o reinodoshomens, e o dá a quemquer.
27Portanto, ó rei, aceita o meuconselho, e põefimaosteuspecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdiacom os pobres, se, porventura, se prolongar a tua tranqüilidade.
29 Ao cabo de dozemeses, quandopasseavasobre o palácioreal de Babilônia,30falou o rei, e disse: Não é esta a grandeBabilôniaque eu edifiqueipara a moradareal, pelaforça do meupoder, e para a glória da minhamajestade?
32 E serásexpulso do meiodoshomens, e a tuamoradaserácom os animais do campo; far-te-ão comerervacomo os bois, e passar-se- ão setetempossobre ti, atéqueconheçasque o Altíssimotemdomíniosobre o reinodoshomens, e o dá a quemquer.
33 Na mesmahora a palavra se cumpriusobreNabucodonozor, e foiexpulso do meiodoshomens, e comiaervacomo os bois, e o seucorpofoimolhado do orvalho do ceu, atéquelhecresceu o cabelocomo as penas da águia, e as suasunhascomo as dasaves:34Mas ao fimdaquelesdias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meusolhos, e voltou a mim o meuentendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao queviveparasempre; porque o seudomínio é um domíniosempiterno, e o seureino é de geração em geração.
35 E todos os moradores da terrasãoreputados em nada; e segundo a suavontadeeleopera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quemlhepossadeter a mão, nemlhedizer: Quefazes?
36 No mesmotempovoltou a mim o meuentendimento; e para a glória do meureinovoltou a mim a minhamajestade e o meuresplendor. Buscaram-me os meusconselheiros e os meusgrandes; e fuirestabelecido no meureino, e foi-me acrescentadaexcelentegrandeza.
37Agora, pois, eu, Nabucodonozor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei do céu; porquetodas as suasobrassãoretas, e os seuscaminhosjustos, e elepodehumilharaosqueandam na soberba.
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