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Isaías Cap. 49

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Capítulo 49

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Isaías

Versão: AS21
Progresso de leitura 0/26 versículos
1 Ó ilhas, ouvi-me, e escutai vós, povos de longe: O SENHOR chamou-me desde que nasci, fez menção do meu nome desde o ventre de minha mãe 2 e fez a minha boca como uma espada afiada; escondeu-me sob a sombra da sua mão; fez-me como uma flecha polida e me encobriu na sua aljava; 3 e me disse: Tu és meu servo; és Israel, por quem serei glorificado.

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4 Mas eu disse: Tenho trabalhado à toa, gastei as minhas forças em vão e inutilmente; entretanto, o meu direito está diante do SENHOR, e a minha recompensa, diante do meu Deus.

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5 E agora diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para ser o seu servo, para tornar a trazer-lhe Jacó e para reunir Israel a ele, pois sou honrado aos olhos do SENHOR, e o meu Deus tem sido a minha força.

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6 Ele diz: Não basta que sejas o meu servo para restaurares as tribos de Jacó e trazeres de volta os remanescentes de Israel. Também te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra.

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7 Assim diz o SENHOR, o Redentor, o Santo de Israel, ao desprezado, ao rejeitado das nações, ao servo dos tiranos: Os reis, como também os príncipes, o verão e se levantarão, e eles te adorarão, por amor do SENHOR, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu.

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8 Assim diz o SENHOR: Eu te ouvi no tempo aceitável e te ajudei no dia da salvação; eu te guardarei e te farei mediador da aliança com o povo, para restaurares a terra e lhe dares por herança as propriedades destruídas; 9 para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão nas trevas: Aparecei. E les pastarão nos caminhos e acharão pastos em todas as colinas sem vegetação.
Versículo 8
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Diego Vieira Dias em 21/01/2026

A Natureza e o Propósito dos Decretos de Deus

A teologia cristã clássica, ao abordar a soberania divina, fundamenta-se no conceito dos "Decretos de Deus". Para compreender a governança do universo e a história da redenção, é imprescindível entender que nada ocorre por acaso ou por improvisação divina. O termo teológico "decreto" refere-se ao plano eterno, imutável e sábio de Deus, pelo qual Ele, para a Sua própria glória, preordenou tudo o que acontece.

Ao contrário da perspectiva humana, onde planos são feitos e frequentemente alterados conforme as circunstâncias mudam, o decreto divino é estabelecido na eternidade passada. Deus não reage aos eventos da história; Ele é o autor da história. Antes que houvesse tempo, matéria ou seres criados, Deus já havia determinado o curso de todas as coisas. Isso implica que o conhecimento de Deus não é meramente uma "previsão" do que aconteceria se certas condições fossem atendidas (ciência média), mas sim um conhecimento fundamentado naquilo que Ele mesmo determinou que existiria.

"Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade." (Isaías 46:9-10)

Características dos Decretos Divinos

A natureza desses decretos revela atributos essenciais do próprio Criador. Eles são descritos como:

  • Eternos: Deus não cria novos planos à medida que o tempo avança. Seus decretos não são decisões tomadas no tempo, mas antes da fundação do mundo.
  • Imutáveis: Como Deus é perfeito em sabedoria e conhecimento, não há necessidade de alterar Seus planos. Nada pode frustrar a vontade decretiva de Deus, nem surpreendê-Lo.
  • Sábios e Santos: Embora nem sempre compreendamos as razões por trás dos eventos históricos ou pessoais, a teologia afirma que o decreto é guiado pela infinita sabedoria e santidade de Deus. Não há capricho ou arbitrariedade; há um propósito santo em cada determinação.
  • Livres: Deus não foi coagido por nenhuma força externa a decretar o que decretou. Sua determinação nasce puramente do conselho da Sua própria vontade.

O Propósito Final: A Glória de Deus

A pergunta natural que surge é: "Qual é o objetivo final de tudo isso?". A resposta bíblica consistente é que o fim último de todos os decretos de Deus é a manifestação da Sua própria glória. A criação do universo, a providência sobre a história humana e a redenção de um povo escolhido convergem para este ponto central.

"Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo." (Efésios 1:11-12)

Entender o propósito doxológico (voltado para a glória) dos decretos muda a perspectiva sobre a existência. O universo não é centrado no homem (antropocêntrico), mas centrado em Deus (teocêntrico). A criação existe para espelhar os atributos divinos, e a história é o palco onde a justiça, a misericórdia, o poder e a graça de Deus são exibidos.

Portanto, ao estudar os decretos, não estamos lidando com um fatalismo frio ou cego, como o destino na mitologia grega, mas com o plano pessoal e amoroso de um Pai que governa todas as coisas com sabedoria perfeita. Este fundamento é vital para que possamos avançar para questões mais complexas, como a abrangência desse controle sobre as nações e os detalhes da vida cotidiana.

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10 Nunca sentirão fome nem sede; nem o calor do deserto nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará e os conduzirá mansamente aos mananciais das águas.

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11 Transformarei todos os meus montes em um caminho; e as minhas estradas serão exaltadas.

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12 Estes virão de longe, e aqueles do norte e do ocidente, e os outros da terra de Sinim.

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13 Ó céus, cantai; exulta, ó terra; e vós, montes, exultai de alegria, porque o SENHOR consolou o seu povo e se compadeceu dos seus aflitos.

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14 Mas Sião diz: O SENHOR me desamparou, o meu Senhor se esqueceu de mim.

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15 Pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda amamenta, a ponto de não se compadecer do filho do seu ventre? Mas ainda que ela se esquecesse, eu não me esquecerei de ti.

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16 Eu te gravei na palma das minhas mãos; os teus muros estão sempre diante de mim.

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17 Os teus filhos voltarão depressa; mas os teus destruidores e os teus assoladores fugirão de ti.

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18 Levanta os olhos ao redor e olha; todos estes que se ajuntam vêm a ti. Tão certo quanto eu vivo, diz o SENHOR, te vestirás de todos eles, como se fossem um enfeite, e como uma noiva te adornarás deles.

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19 Quanto aos teus desertos e lugares desolados, e à tua terra destruída, serás agora pequena demais para os moradores, e os que te devoravam se distanciarão de ti.

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20 Os filhos que perdeste ainda dirão aos teus ouvidos: Este lugar é muito pequeno para mim; dá-me um espaço maior para morar.

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21 Então dirás no coração: Quem gerou estes filhos para mim, visto que eu era estéril e solitária, exilada e errante? Quem os criou para mim? Fui deixada sozinha; onde eles estavam?

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22 Assim diz o SENHOR Deus: Eu acenarei para as nações e levantarei a minha bandeira aos povos; então eles trarão os teus filhos nos braços, e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.

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23 Os teus guias serão reis, e tuas amas serão rainhas; eles se inclinarão diante de ti com o rosto em terra e lamberão o pó dos teus pés; saberás que eu sou o SENHOR e que os que esperam por mim não se frustrarão.

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24 Por acaso será possível tirar o despojo do guerreiro? Os cativos serão libertos do tirano?

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25 Mas assim diz o SENHOR: Certamente os prisioneiros serão tirados do guerreiro, e a presa será liberta do tirano; porque eu lutarei com os que lutam contra ti e salvarei os teus filhos.

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26 E darei aos teus opressores a carne deles próprios, e eles se embriagarão com o próprio sangue, como se fosse vinho; e todos saberão que eu sou o SENHOR, o teu Salvador e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.

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