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Isaías Cap. 6

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Capítulo 6

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Isaías

Versão: JFAA
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1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.

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2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava.

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3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória.

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4 E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça.

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5 Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!
Versículo 5
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Diego Vieira Dias há 6 dias

Amarre o Seu Boi Selvagem Custe o Que Custar: O Poder do Domínio Próprio (Êx. 21:28-30; Pv. 25:28)

Autoconhecimento: O Desafio de Identificar o Próprio Boi

O processo de dominar os próprios impulsos exige, antes de tudo, a capacidade de identificá-los. Para que uma cerca seja construída de forma eficaz e as cordas sejam ajustadas com a firmeza necessária, é imperativo saber exatamente qual é a natureza do "boi selvagem" que habita o interior. Historicamente, teólogos e pensadores afirmam que a plenitude do entendimento humano passa por algumas premissas fundamentais de conhecimento.

"Um homem precisa conhecer quatro coisas essenciais: o seu Deus, a sua Bíblia, a sua época e a si mesmo."

Conhecer a si mesmo é, frequentemente, o passo mais negligenciado dessa jornada. É um traço comum da natureza humana desenvolver uma grande habilidade para observar, analisar e criticar a vida alheia, enquanto se mantém uma perigosa cegueira em relação às próprias falhas. A verdadeira autoanálise exige a coragem de olhar para as próprias deformidades e admitir a existência de inclinações destrutivas, sejam elas a ira, a maledicência, a compulsão, o orgulho ou qualquer outro comportamento lesivo.

Neste cenário de descoberta, a busca por ajuda profissional e aconselhamento é extremamente válida, mas possui limites claros quanto à execução da mudança.

Um psicólogo, psicanalista ou conselheiro pode ser fundamental para ajudá-lo a identificar o seu boi selvagem, mas a atitude de prendê-lo é uma obrigação intransferível e exclusivamente sua.

Ninguém pode amarrar os instintos de outra pessoa. A responsabilidade da contenção não recai sobre o cônjuge, sobre os líderes espirituais ou sobre os terapeutas. A transferência de culpa para terceiros ou para as circunstâncias é apenas uma forma de manter a porteira aberta para que os próprios vícios continuem causando estragos.

Para que esse autoconhecimento seja genuíno, é necessário abandonar o que se pode chamar de "evangelho da vitrine" e abraçar o "evangelho do espelho". A vitrine representa a projeção, a superficialidade, a busca por aprovação social e a manutenção de aparências. O espelho, por outro lado, reflete a realidade nua e crua do caráter.

O profeta Isaías vivenciou essa transição do olhar externo para o interno de maneira profunda. Ao contemplar a glória e a santidade divinas, a sua reação imediata não foi de exaltação própria, mas de um profundo e doloroso reconhecimento de sua própria condição falha e da necessidade de purificação.

"Então disse eu: Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos." (Isaías 6:5)

Somente ao olhar para o espelho da própria consciência e admitir — sem atenuantes — a ferocidade do próprio "boi selvagem", o indivíduo se torna apto a iniciar o processo de domínio próprio. O autoconhecimento é o diagnóstico; a disciplina contínua será o tratamento.

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6 Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; 7 e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado.

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8 Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.

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9 Disse, pois, ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.
Versículo 9
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Diego Vieira Dias há 2 semanas

23. A Dinâmica do Reino e a Resposta do Coração: Reflexões sobre a Parábola do Semeador (Lc. 8; Mt. 7:15-23; Is. 6:9-10)

O Propósito das Parábolas e o Juízo da Incompreensão

Uma das passagens mais intrigantes do relato de Lucas ocorre quando os discípulos questionam Jesus sobre o significado da parábola e o motivo de Ele utilizar essa forma de linguagem. A resposta do Messias revela que as parábolas não são apenas ferramentas didáticas para facilitar o entendimento, mas possuem uma função paradoxal: elas revelam a verdade aos que buscam e a ocultam dos que resistem.

Jesus cita o profeta Isaías para explicar que a incapacidade de compreender a mensagem não é uma falha intelectual, mas um juízo espiritual sobre um coração endurecido.

"A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros fala-se por parábolas, para que, vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam." (Lc. 8:10)

Essa declaração remete diretamente ao contexto de Israel no Antigo Testamento, onde a nação, apesar de receber todos os cuidados divinos, tornou-se insensível.

"Vai, e dize a este povo: Ouvi, deveras, e não entendais, e vede, deveras, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos..." (Is. 6:9-10)

O uso de figuras simples e pitorescas — como um homem lançando sementes — torna a rejeição dos líderes religiosos ainda mais evidente. A mensagem é tão clara e os exemplos tão cotidianos que a falta de percepção dos escribas e fariseus serve como prova de que eles não pertencem ao Reino. Enquanto os discípulos e os "excluídos" (como as mulheres e os pecadores arrependidos) processam a palavra e buscam profundidade, a elite religiosa permanece na superfície.

Dessa forma, a parábola atua como um divisor de águas. Ela protege os "mistérios do Reino" daqueles que desejam apenas debater ou manter o status quo religioso, ao mesmo tempo que convida o buscador sincero a cavar mais fundo. O juízo de Deus, nesse contexto, é permitir que aqueles que amam sua própria cegueira continuem cegos, mesmo diante da luz mais clara.

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10 Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os olhos, e ouça com os ouvidos, e entenda com o coração, e se converta, e seja sarado.

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11 Então disse eu: Até quando, Senhor? E respondeu: Até que sejam assoladas as cidades, e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada, 12 e o Senhor tenha removido para longe dela os homens, e sejam muitos os lugares abandonados no meio da terra.

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13 Mas se ainda ficar nela a décima parte, tornará a ser consumida, como o terebinto, e como o carvalho, dos quais, depois de derrubados, ainda fica o toco. A santa semente é o seu toco.

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