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Gênesis Cap. 17

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Capítulo 17

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Gênesis

Versão: KJA
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1 Quando Abrão completou noventa e nove anos, o SENHOR lhe apareceu e declarou: “Eu Sou El-Shaddai, Deus Todo-Poderoso, anda na minha presença e sê íntegro!

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2 Eis que estabeleço a minha Aliança entre mim e ti, e multiplicarei grandemente a tua descendência”.

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3 Então Abrão prostrou-se, rosto em terra, e Deus lhe prometeu: 4Quanto a mim, eis a minha Aliança contigo: serás pai de uma multidão de nações.

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5 E não mais te chamarás Abrão, mas doravante teu nome será Abraão, pois Eu te façopai de muitas nações’.

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6 Eu te tornarei extremamente fecundo, de ti farei nações, e reis sairão de ti.

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7 Estabelecerei minha Aliança entre mim e ti, e teus futuros descendentes, de geração em geração, uma Aliança perpétua, para ser o teu Deus e o Deus te tua raça, depois de ti.

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8 A ti, e à tua descendência depois de ti, darei a terra que hoje habitas como estrangeiro, toda a terra de Canaã, em possessão eterna, e Eu serei o vosso Deus!”

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9 Declarou também Deus a Abraão: “Quanto a ti, obedecerás à minha Aliança, tu e todos os teus descendentes, de geração em geração.
Versículo 9
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Diego Vieira Dias em 21/01/2026

3. Os 5 Grandes Benefícios Espirituais da Salvação: Da Justificação à Glorificação (Rm. 8:30; Ef. 1:3)

1. A Justificação: O Ato Declarativo de Justiça Mediante a Fé

No estudo da Soteriologia, após compreendermos a necessidade da salvação e a obra redentora de Cristo, é fundamental analisar os efeitos práticos dessa experiência na vida do indivíduo. O primeiro e imediato benefício espiritual obtido no momento da conversão é a justificação.

Para compreender este conceito, é necessário distinguir o uso comum da palavra do seu sentido teológico paulino. No cotidiano, quando descrevemos uma pessoa como "justa", geralmente referimo-nos às suas qualidades morais: alguém honesto, íntegro e correto. No entanto, no Novo Testamento, especificamente na doutrina do Apóstolo Paulo, a justificação não se refere primariamente à condição moral intrínseca do indivíduo naquele momento, mas sim a um ato declarativo de Deus.

Ser justificado significa que Deus declara aquela pessoa como justa. Isso não implica que o indivíduo, no instante da conversão, tornou-se perfeito, infalível ou isento de erros comportamentais. Significa, antes, que ele não está mais sob condenação judicial diante de Deus. Embora a pessoa ainda tenha um longo caminho de aperfeiçoamento moral pela frente, aos olhos divinos ela já é considerada justa, pois a culpa do pecado foi removida.

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito." (Romanos 8:1)

A Fé como Instrumento Exclusivo

A base central da justificação é que ela é concedida mediante a fé, e não por meio das obras ou do cumprimento da Lei. Esta é a tese principal defendida por Paulo em suas cartas, especialmente aos Romanos e aos Gálatas. O apóstolo enfatiza que nenhum esforço humano ou ritual legalista é suficiente para tornar o homem justo diante de Deus; apenas a fé na obra de Jesus Cristo possui tal eficácia.

As Escrituras são enfáticas ao declarar a insuficiência das obras para a justificação:

"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16)

"E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé." (Gálatas 3:11)

A mesma doutrina é reforçada na epístola aos Romanos, onde se estabelece que a justiça de Deus se revela de fé em fé:

"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei." (Romanos 3:28)

Portanto, a partir do momento em que o indivíduo crê em Jesus, ainda que sua conduta moral não seja plenamente íntegra, ele é posicionalmente justo perante o tribunal divino. O sangue de Cristo o purifica, garantindo que não haja mais condenação.

O Exemplo Paradigmático de Abraão

Para sustentar a doutrina da justificação pela fé, Paulo recorre ao exemplo de Abraão, o patriarca da nação judaica. Tanto em Gálatas quanto em Romanos, o apóstolo utiliza a cronologia da vida de Abraão para provar que a justiça é imputada independentemente de rituais religiosos, como a circuncisão.

"Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça." (Gálatas 3:6)

A argumentação paulina baseia-se em dois momentos distintos narrados no livro de Gênesis:

  1. Gênesis 15:6: Abraão creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça.
  2. Gênesis 17:9-10: Deus institui a circuncisão como sinal do pacto.

A circuncisão era o símbolo máximo de obediência à Lei e de pertencimento ao povo judeu. Contudo, Paulo demonstra uma sagacidade teológica ao apontar que Abraão foi declarado justo (capítulo 15) antes de ser circuncidado (capítulo 17).

A pergunta lógica que se impõe é: em que momento Abraão foi justificado? Quando obedeceu ao rito da circuncisão ou quando creu? A resposta bíblica é clara: quando ele creu. Com isso, prova-se que a obediência à lei cerimonial não justifica ninguém, visto que o próprio pai da fé foi justificado antes de possuir qualquer marca da lei em seu corpo.

Em suma, a justificação é o marco inicial da vida cristã. É o ato soberano onde Deus, mediante a fé do homem em Cristo, declara o pecador livre de condenação, abrindo caminho para o processo de transformação que virá a seguir.

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10 E eis a minha Aliança contigo e com toda a tua descendência futura, Aliança que deverá ser guardada de geração em geração: Todos os do sexo masculino entre vós deverão ser circuncidados na carne.

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11 Fareis circuncidar a carne de vosso prepúcio, e essa será a marca da Aliança entre mim e vós.

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12 De tua geração em diante, todos os meninos, ao completarem oito dias de vida, terão de passar ao fio da circuncisão. Tanto os nascidos em tua casa quanto os escravos, e os que forem comprados por dinheiro a algum estrangeiro e que não pertençam à tua raça.

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13 Sejam nascidos em tua casa, sejam comprados, todos terão de ser circuncidados. Minha Aliança, marcada em vossos corpos, será uma Aliança perpétua!

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14 Portanto, qualquer sexo masculino cuja carne do prepúcio não tiver sido cortada, mantendo-se incircunciso, será eliminado do meio do seu povo: ele rompeu a minha Aliança!”

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15 E determinou Deus a Abraão: “A tua mulher Sarai, não mais a chamarás de Sarai, mas seu nome passa a ser Sara.

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16 Eu a abençoarei, e também por intermédio dela te darei um filho. Em verdade eu a abençoarei, e dela procederão muitas nações e grandes reis!”

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17 Abraão ajoelhou-se, encostou seu rosto no chão e começou a sorrir, ao pensar assim: “Por acaso um homem de cem anos pode ser pai? E será que Sara, com seus noventa anos, poderá conceber e dar à luz um filho?”
Versículo 17
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Diego Vieira Dias em 22/01/2026

22. A Fé que Espera Contra a Esperança: Lições de Abraão para a Vida Cristã (Rm. 4:17-25)

4. A Dinâmica da Fé Verdadeira: Fortalecimento em Meio aos Vacilos

A trajetória de Abraão nos ensina que a fé não é um estado estático de perfeição, mas um exercício contínuo de confiança que precisa vencer obstáculos. Nos versículos 20 a 22, Paulo descreve a vitória da fé de Abraão, destacando como ele lidou com a demora e as dificuldades sem perder a esperança.

A Distinção entre Dúvida e Incredulidade

Paulo faz uma afirmação que, à primeira vista, pode parecer contraditória com a narrativa do Antigo Testamento:

"Não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus." (Rm. 4:20)

Sabemos, pelos relatos de Gênesis, que Abraão teve momentos de vacilo. Houve o episódio em que ele concordou com Sara em ter um filho com a serva Agar (Ismael), tentando "ajudar" Deus a cumprir a promessa por meios humanos. Houve também o momento em que ele riu ao ouvir que seria pai aos 100 anos (Gênesis 17:17) e quando sugeriu que seu mordomo, Eliezer, fosse seu herdeiro.

Como, então, Paulo afirma que ele "não duvidou"? A chave está na qualificação: "por incredulidade".

A incredulidade é o oposto da fé; é a rejeição de Deus e de Suas promessas, um virar as costas para o Criador. A fé verdadeira, por outro lado, pode conviver com questionamentos, angústias e momentos de fraqueza, mas ela nunca abandona a Deus. A fé pode perguntar "como?" e "quando?", pode até argumentar com Deus — como Jó ou os Salmistas fizeram —, mas ela permanece ancorada na certeza de que Deus existe e ouve.

Os vacilos de Abraão foram lapsos de impaciência ou incompreensão sobre o método de Deus, mas não uma rejeição da capacidade ou da verdade de Deus. A incredulidade diz: "Deus não vai fazer". A fé que luta diz: "Eu creio que Deus vai fazer, mas estou tendo dificuldade em entender a demora".

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18 Então Abraão sugeriu a Deus: “Concede, pois, ó SENHOR, que Ismael seja abençoado e se torne meu herdeiro”.

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19 Ao que Deus lhe contestou: “O que Eu disse foi que Sara, tua esposa, lhe dará um filho. E tu lhe darás o nome de Isaque. Eu manterei a minha Aliança com ele e com todos os seus descendentes, para sempre!

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20 Entretanto, também compreendi o teu pedido a respeito de Ismael; e Eu o abençoarei e lhe darei muitos filhos e uma multidão de descendentes. Ele será pai de doze príncipes, e Eu farei que os descendentes dele sejam uma grande nação.

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21 Todavia, a minha Aliança Eu manterei com Isaque, teu filho, que Sara dará à luz nesta mesma época, no ano que vem!”

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22 Assim que terminou de falar com Abraão, Deus subiu e retirou-se da presença dele.

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23 Naquele mesmo dia, Abraão tomou seu filho Ismael, todos os nascidos em sua casa e os que foram comprados, todos do sexo masculino de sua casa, e os circuncidou, como Deus lhe ordenara.

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24 Abraão tinha exatamente noventa e nove anos de idade quando foi circuncidado; 25 e seu filho Ismael tinha treze anos; 26 Abraão e seu filho foram circuncidados naquele mesmo dia.

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27 Juntamente com Abraão foram circuncidados todos os homens de sua casa, tanto os nascidos em casa como os comprados de estrangeiros.

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