Lucas Cap. 22
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19. A Fé do Centurião e a Subversão dos Valores Religiosos pelo Reino de Deus (Lc. 7:1-10)
A Subversão das Hierarquias: Dignidade, Serviço e Amor ao Próximo
A chegada do Reino de Deus, anunciada por Jesus, não propõe apenas uma reforma espiritual íntima, mas provoca uma ruptura radical na lógica das relações humanas e sociais. O episódio do Centurião de Cafarnaum é um exemplo prático dessa subversão de valores, onde as hierarquias de poder mundanas são viradas de cabeça para baixo pela ética do amor e do serviço.
A Dignidade do Invisível
No mundo antigo, a vida de um escravo (doulos) não possuía valor intrínseco. Aristóteles, por exemplo, referia-se ao escravo como uma "ferramenta viva". Se um escravo adoecia e não podia mais trabalhar, a lógica econômica da época ditava que ele deveria ser descartado, pois havia se tornado um custo inútil.
Contrapondo-se a essa mentalidade utilitarista, o Centurião demonstra um afeto profundo por alguém que a sociedade considerava "ninguém". Lucas 7:2 destaca que o servo era "muito estimado" por ele. Ao se humilhar publicamente, enviando anciãos e expondo sua necessidade a um profeta judeu em favor de um "mero" escravo, o oficial romano estava, na prática, afirmando a dignidade humana daquele indivíduo.
Este ato é um sinal inequívoco do Reino. Enquanto os reinos humanos operam na base da exploração do mais fraco pelo mais forte, o Reino de Deus se revela no cuidado do poderoso para com o vulnerável. Onde há a valorização da vida, independentemente de status social ou utilidade econômica, ali o Espírito de Deus está operando.
A Inversão da Pirâmide de Poder
Jesus ensinou insistentemente que a grandeza no Reino de Deus não se mede pela quantidade de pessoas que servem você, mas pela quantidade de pessoas que você serve.
"Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve." (Lucas 22:26-27)
A narrativa do Centurião expõe a falência moral das lideranças religiosas da época. Os fariseus e escribas, que deveriam ser os pastores de Israel, haviam construído um sistema de castas espirituais. Eles impunham fardos pesados sobre o povo, excluíam os "pecadores" e desprezavam os doentes e marginalizados (como leprosos e paralíticos), preocupando-se mais com a pureza ritual do que com a misericórdia. Eram líderes que se serviam do rebanho.
Em contraste, o Centurião, um homem de guerra e autoridade, age como um servidor. Ele usa sua influência e recursos não para oprimir, mas para salvar. Essa atitude prefigura a obra do próprio Cristo, que, sendo Deus (o Senhor absoluto), esvaziou-se para assumir a forma de servo e morrer pela humanidade.
O Fracasso das Soluções Humanas
A reflexão sobre este texto nos leva a uma conclusão sóbria sobre as esperanças políticas e econômicas. Nem o "Mercado" (representado pela liberdade de comércio e troca) nem o "Estado" (representado pelo poder da lei e da força, como Roma) são capazes, por si sós, de resolver o problema da maldade humana ou de gerar verdadeira igualdade.
A estrutura romana trazia ordem, mas oprimia. A estrutura religiosa trazia leis, mas não trazia vida. A única força capaz de humanizar as relações e quebrar a barreira da indiferença é a graça divina que transforma o coração. Quando o Reino de Deus entra no coração de um homem — seja ele um Centurião, um político ou um religioso —, a ganância dá lugar à generosidade, e a opressão dá lugar ao serviço.
Portanto, a cura do servo não foi apenas um milagre biológico; foi um milagre social. A fé daquele Centurião restaurou a saúde do escravo, mas também restaurou a humanidade nas relações dentro daquela casa, provando que o Evangelho tem o poder de derrubar muros e nivelar a todos no chão da graça.
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