1. A Mudança de Era: O Fim do Período da Lei e dos Profetas
A questão sobre como o cristão deve se relacionar com o Antigo Testamento é um dos temas mais complexos e fundamentais da teologia bíblica. Frequentemente, a resposta padrão oferecida em muitos círculos teológicos, especialmente os reformados, envolve a tripartição da lei (divisão em leis morais, civis e cerimoniais), sugerindo que apenas a lei moral permanece vigente. No entanto, uma análise mais robusta das Escrituras, alinhada com movimentos como a Teologia da Nova Aliança e o Aliancismo Progressivo, propõe que o relacionamento com o texto antigo não se dá pelo particionamento dos mandamentos, mas pelo reconhecimento de uma mudança estrutural de era e de aliança.
Para compreender essa transição, é necessário observar o padrão estabelecido no Novo Testamento, começando pelos Evangelhos. Embora os Evangelhos tenham o propósito primário de apresentar a pessoa e a obra de Jesus Cristo, eles contêm marcadores temporais cruciais que sinalizam o fim de um regime e o início de outro.
A Divisão Cronológica em Lucas
Um dos textos mais elucidativos sobre essa ruptura encontra-se no Evangelho de Lucas. Nele, Jesus estabelece uma linha divisória clara na história da redenção:
"A Lei e os Profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas-novas do reino de Deus, e todos se esforçam para entrar nele." (Lucas 16:16)
Esta passagem é fundamental porque estabelece dois momentos distintos na economia divina. O termo "A Lei e os Profetas" é uma metonímia comum no judaísmo para se referir a todo o Antigo Testamento. Jesus afirma que a função ministerial e profética dessa antiga administração teve validade "até João" (Batista). João Batista figura, portanto, como o último profeta da Antiga Aliança.
A expressão "desse tempo em diante" indica uma ruptura. O modo como Deus administra o Seu povo muda. Antes, a regência era feita sob a tutela da Lei Mosaica; agora, entra em cena a pregação das boas-novas do Reino de Deus.
A Natureza da Profecia e a Transição
Alguns leitores podem questionar a ideia de que a Lei e os Profetas cessaram sua função em João, argumentando que o Antigo Testamento profetizou sobre eventos posteriores a ele, como o ministério de Jesus, a era da Igreja e o fim dos tempos (escatologia). Contudo, a afirmação de Lucas 16 não sugere que o conteúdo das profecias se limitava ao tempo de João, mas sim que a era em que "A Lei e os Profetas" eram a voz autoritativa e mediadora central encerrou-se ali.
Eles não continuam a "profetizar" no sentido de serem a fonte contínua de nova revelação normativa para a nova era da mesma forma que eram para Israel. Ocorreu uma descontinuidade no ministério da Antiga Aliança para dar lugar à realidade presente em Cristo.
O Contexto dos Evangelhos e a Nova Realidade
É importante notar que, ao ler os Evangelhos, o leitor se encontra em um período de transição. Jesus nasceu "sob a lei" (Gálatas 4:4) e ministrou a judeus que ainda estavam sob a vigência da Antiga Aliança. Por isso, em diversos momentos, vê-se Jesus ordenando práticas cerimoniais, como a oferta de sacrifícios no Templo após a cura de leprosos.
No entanto, o ministério de Cristo preparava o caminho para a inauguração da Nova Aliança, que seria selada com a Sua morte e ressurreição. Portanto, o relacionamento do cristão com a lei não deve ser uma tentativa de retornar às sombras da administração anterior, mas sim viver à luz da realidade do Reino inaugurado. A lei antiga não é descartada como erro, mas é entendida como um período pedagógico que teve seu cumprimento e fim, cedendo lugar a uma revelação superior.
Em suma, a instrução bíblica aponta para o fato de que a Lei e os Profetas cumpriram seu propósito até o advento de João e a revelação de Cristo. A partir de então, não estamos mais sob a tutela pedagógica da lei mosaica, mas sob a realidade das boas-novas do Reino. Isso não significa que o Antigo Testamento perde seu valor; ele deixa de ser normativo em termos de lei para se tornar plenamente didático e principiológico para o cristão, servindo como testemunho da obra que Deus realizaria e realizou em Jesus.
2. Graça sobre Graça: A Superioridade da Revelação em Jesus Cristo
Ao examinarmos a transição entre as alianças, um dos textos mais profundos e esclarecedores encontra-se no prólogo do Evangelho de João. Este trecho não apenas apresenta a divindade de Cristo, mas estabelece uma comparação qualitativa entre a administração mosaica e a revelação trazida pelo Filho de Deus.
João 1:17 oferece uma síntese teológica robusta sobre essa distinção:
"Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." (João 1:17)
Este versículo estabelece um contraste fundamental. De um lado, temos a Lei, entregue por um intermediário humano, Moisés — um homem falho e mortal. Do outro, temos a graça e a verdade, que não foram apenas "dadas", mas "vieram" e se personificaram no próprio Deus encarnado, Jesus Cristo.
A Distância entre Moisés e Jesus
A diferença entre a Antiga e a Nova Aliança é proporcional à distância entre Moisés e Jesus. Embora a Lei mosaica fosse divina e verdadeira em sua essência, ela era uma revelação preliminar e incompleta. A Nova Aliança, contudo, expressa um nível de verdade e graça infinitamente superior.
Isso não implica que a Antiga Aliança fosse desprovida de graça ou baseada na mentira. Havia verdade na Lei e havia graça na preservação de Israel. No entanto, o texto bíblico sugere uma ruptura de magnitude e qualidade. A graça manifesta em Cristo é o ápice da revelação divina, superando a administração da Lei da mesma forma que a luz do sol supera uma sombra. Hebreus 1 reforça essa ideia ao afirmar que Deus, que outrora falou pelos profetas, agora nos fala pelo Filho, o herdeiro de todas as coisas.
O Significado de "Graça sobre Graça"
Para compreender a profundidade dessa substituição, é necessário analisar a expressão utilizada pelo apóstolo João no versículo anterior:
"Todos nós temos recebido da sua plenitude; e graça sobre graça." (João 1:16)
A expressão "graça sobre graça" pode ser interpretada de maneira superficial como um acúmulo de bênçãos. Contudo, uma análise mais atenta do texto original grego, especificamente da preposição anti, revela um significado mais preciso: "graça em lugar de graça" ou "uma graça substituindo outra graça".
O argumento teológico aqui é refinado: a Lei dada por Moisés era, de fato, uma manifestação da graça de Deus para aquele tempo. No entanto, a vinda de Cristo traz uma graça nova e superior que substitui a anterior. A plenitude de Cristo ocupa o lugar da administração mosaica. Não se trata apenas de uma melhoria ou atualização do sistema antigo, mas da chegada de uma realidade que torna a anterior obsoleta em termos de mediação e norma.
De um Código de Leis para a Pessoa de Cristo
Essa transição altera fundamentalmente a maneira como o povo de Deus é guiado. A Antiga Aliança caracterizava-se por um sistema legal detalhado, semelhante a um vade mecum jurídico, repleto de incisos, rituais e prescrições externas (como vemos em Levítico).
Na Nova Aliança, a orientação não provém de um código legalista externo, mas da própria pessoa de Cristo atuando através do Espírito Santo. Embora existam mandamentos e uma "Lei de Cristo", a dinâmica da obediência muda do cumprimento de um catálogo de regras para uma transformação interna. Somos guiados não por um livro de leis civis e cerimoniais, mas por Aquele que é a própria encarnação da Graça e da Verdade.
Portanto, o cristão não deve olhar para o Antigo Testamento em busca de normas legislativas para replicar, mas sim para entender a história da redenção que culminou na graça superior de Jesus, a qual agora rege a vida do crente.
3. A Morte para a Lei e a Liberdade no Espírito
Ao avançarmos dos Evangelhos para as Epístolas, encontramos no apóstolo Paulo uma elaboração teológica detalhada sobre a mudança de relacionamento entre o crente e a Lei Mosaica. Especialmente na carta aos Romanos, Paulo desconstrói a noção de continuidade normativa da Antiga Aliança, apresentando um argumento jurídico e espiritual sobre a liberdade do cristão.
Frequentemente, interpreta-se a expressão "estar debaixo da lei" como uma referência ao legalismo (a tentativa de salvação pelas obras) ou apenas à maldição da lei. No entanto, uma exegese cuidadosa revela que Paulo se refere ao regime da Lei em si. A libertação não é apenas da condenação, mas da tutela da própria administração mosaica.
Não Debaixo da Lei, mas da Graça
Em Romanos 6, o apóstolo trata da santificação e da luta contra o pecado. A base para a vitória sobre o domínio do pecado não é um retorno ao rigor da lei, mas, paradoxalmente, a libertação dela.
"Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da lei, mas debaixo da graça." (Romanos 6:14)
Se a ausência da lei significasse licensiosidade ("pecar à vontade"), o argumento de Paulo não faria sentido. Pelo contrário, ele afirma que estar "debaixo da graça" é a condição necessária para que o pecado não domine o crente. A Lei, embora santa, não possuía o poder de transformar o interior humano; ela apenas apontava o dever. A graça, operante na Nova Aliança, fornece o poder para a transformação real.
A Analogia do Casamento e a Morte
Para ilustrar a legalidade dessa ruptura, Paulo utiliza em Romanos 7 uma analogia baseada na lei conjugal. Ele explica que a lei tem autoridade sobre uma pessoa apenas enquanto ela vive.
"A mulher casada está ligada pela lei ao seu marido enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, ela ficará livre da lei conjugal [...] De modo que, se o marido morrer, ela estará livre da lei..." (Romanos 7:2-3)
A morte rompe o vínculo jurídico. A questão crucial é: quem morreu nessa relação teológica? Paulo não diz que a Lei morreu, mas que nós morremos.
"Assim, meus irmãos, também vocês morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para que pertençam a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus." (Romanos 7:4)
A união com Cristo em sua morte e ressurreição encerra a jurisdição da Lei Mosaica sobre o crente. Assim como uma viúva está livre para casar-se novamente sem cometer adultério, o cristão, tendo morrido com Cristo, está livre do "casamento" com a Antiga Aliança para unir-se a Cristo. Não é possível estar casado com a Lei e com Cristo ao mesmo tempo; a morte para a primeira é pré-requisito para a união frutífera com o segundo.
O Fracasso da Letra e a Novidade do Espírito
Paulo prossegue explicando por que essa ruptura era necessária. Enquanto vivíamos sob a carne e sob a Lei, as "paixões pecaminosas despertadas pela lei" operavam em nós (Romanos 7:5). A proibição externa, confrontando a natureza pecaminosa interna, muitas vezes incitava o desejo de transgredir. A falha não estava na Lei, mas na incapacidade humana de cumpri-la.
A solução de Deus não foi reformar a Lei, mas nos libertar dela para inaugurar um novo modo de relacionamento:
"Agora, porém, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo a que estávamos sujeitos, para que sirvamos de maneira nova, segundo o Espírito, e não da maneira antiga, segundo a letra." (Romanos 7:6)
Aqui reside a essência da vida na Nova Aliança. Não servimos mais "segundo a letra" (o código escrito, o vade mecum de regras externas da Antiga Aliança), mas "segundo o Espírito". Isso não implica uma vida sem regras ou moralidade, mas uma obediência que nasce de uma transformação interna operada pelo Espírito Santo, uma justiça superior que a mera conformidade à letra da Lei jamais poderia produzir.
4. O Ministério da Morte nas Tábuas de Pedra versus o Ministério do Espírito
Uma das objeções mais comuns à ideia de descontinuidade da Lei Mosaica é a distinção feita aos Dez Mandamentos. Frequentemente, argumenta-se que, por terem sido escritos pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra, o Decálogo possuiria uma natureza eterna e distinta das demais leis cerimoniais ou civis. No entanto, a análise que o apóstolo Paulo faz em 2 Coríntios 3 desafia diretamente essa premissa, utilizando justamente a característica das "tábuas de pedra" para demonstrar a inferioridade da Antiga Aliança.
Neste capítulo, Paulo estabelece um contraste nítido entre o ministério da Nova Aliança e o da Antiga. Ele descreve os cristãos como uma "carta de Cristo", escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; e não em "tábuas de pedra", mas em "tábuas de carne nos corações" (2 Coríntios 3:3).
A Letra que Mata
Paulo prossegue com uma afirmação teológica contundente:
"[Deus] nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica." (2 Coríntios 3:6)
A "letra" aqui não se refere ao legalismo ou a uma interpretação fria da Bíblia, mas à própria Lei Mosaica escrita. A função da Lei, desprovida do poder regenerador do Espírito, é sentenciar à morte, pois ela expõe a transgressão sem oferecer o poder para a obediência.
O Ministério da Morte e da Condenação
O ponto mais impactante da argumentação paulina surge quando ele define explicitamente o que foi gravado em pedras. Ao contrário de elevar o Decálogo a um status de vigência eterna para a Igreja, Paulo refere-se à lei escrita e gravada em pedras como o "ministério da morte".
"E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito?" (2 Coríntios 3:7-8)
É crucial notar que a única parte da Lei gravada em pedras foram os Dez Mandamentos. Portanto, quando Paulo fala do "ministério da morte", ele está se referindo diretamente ao Decálogo. Mais adiante, no versículo 9, ele o chama de "ministério da condenação".
A lógica não é que os mandamentos sejam maus em seu conteúdo moral, mas que a sua função na economia da salvação, como um código externo escrito em pedra, servia para condenar o pecador. Essa administração teve, sim, a sua glória — manifestada no brilho do rosto de Moisés — mas era uma glória "desvanecente", passageira, destinada a desaparecer.
A Superioridade da Glória Permanente
O argumento de 2 Coríntios 3 culmina na superioridade da Nova Aliança. Se o ministério que trouxe condenação teve glória, o "ministério da justiça" (a Nova Aliança) tem uma glória sobreeminente.
"Pois, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente." (2 Coríntios 3:11)
A transição é clara: o que foi escrito em pedras pertencia a uma ordem que estava se desvanecendo para dar lugar ao que é permanente. O cristão, portanto, não se volta para as tábuas de pedra para encontrar sua regra de vida primária, mas para o ministério do Espírito, que escreve a lei de Cristo (o amor e a santidade) nas tábuas de carne do coração, operando uma justiça que a letra da lei jamais poderia produzir.
5. A Abolição das Ordenanças e a Verdadeira Lei de Cristo
A teologia paulina alcança seu ponto culminante quanto à relação com a lei em textos que tratam explicitamente da validade das normas antigas para o povo da Nova Aliança. Se Romanos e 2 Coríntios estabelecem a morte para a lei e a superioridade do Espírito, as cartas aos Efésios, Colossenses e 1 Coríntios detalham como essa descontinuidade se aplica na prática.
O Fim da Lei como Código de Regras
Em Efésios 2:15, encontramos uma declaração definitiva sobre o status legal da Lei Mosaica:
"[Cristo] aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz." (Efésios 2:15)
A palavra grega utilizada para "aboliu" é katargeo, que significa tornar ineficaz, invalidar ou retirar a força. O que foi invalidado? A "lei dos mandamentos na forma de ordenanças" (dogma). Este termo refere-se a decretos, regras formalizadas e prescrições legais.
Cristo não aboliu a moralidade ou a verdade de Deus, mas invalidou a Lei Mosaica como um sistema normativo de decretos. Ela deixou de ser o documento regulador (vade mecum) da vida do povo de Deus. O muro de separação que a lei erguia entre judeus e gentios foi derrubado, não pela universalização da Lei de Moisés, mas pela sua abolição como código de ordenanças, criando um novo povo em Cristo.
Sombras versus Realidade: O Caso do Sábado
A aplicação prática dessa abolição é vista claramente em Colossenses 2:16-17, onde Paulo proíbe que cristãos sejam julgados com base nas normas da Antiga Aliança:
"Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo." (Colossenses 2:16-17)
Este texto é crucial por listar elementos centrais da identidade judaica e da lei cerimonial e civil, incluindo as leis dietéticas (comidas e bebidas), o calendário litúrgico (festas e luas novas) e o Sábado.
É importante notar que "dias de sábado" (sabbaton) aqui inclui o sábado semanal, listado junto com as outras observâncias cíclicas de Israel. Paulo categoriza todas essas práticas como "sombras". A sombra não tem substância em si mesma; ela é apenas uma projeção que indica a chegada de algo real. Uma vez que a realidade (o corpo de Cristo) chegou, apegar-se à sombra é desnecessário e retrocesso espiritual. Portanto, na Nova Aliança, a observância de dias, festas ou restrições alimentares mosaicas não é normativa.
A Lei de Cristo
Se a Lei Mosaica foi abolida como código normativo, isso significa que o cristão vive sem lei (anomia)? Absolutamente não. O apóstolo Paulo esclarece sua posição em 1 Coríntios 9:20-21:
"Para os que vivem sob o regime da lei, fiz-me como se estivesse sob o regime da lei, embora eu mesmo não esteja sob o regime da lei [...] Para os que não têm lei, fiz-me como se não tivesse lei (embora eu não esteja sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo)..."
Aqui, Paulo faz uma distinção vital:
- Ele afirma categoricamente: "eu mesmo não estou sob o regime da lei" (referindo-se à Lei Mosaica).
- Ele afirma simultaneamente: "não estou sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo".
Existe, portanto, uma "Lei de Cristo" que é distinta da Lei de Moisés. A Lei de Cristo não é um retorno ao código de pedras do Sinai, mas a lei do amor, gravada no coração pelo Espírito, que nos leva a obedecer aos princípios eternos de Deus de uma maneira nova e superior.
Conclusão
O cristão não rejeita o Antigo Testamento; ele o lê através das lentes de Cristo. O Antigo Testamento deixa de ser nossa constituição federal (normativa) para se tornar nossa biblioteca divinamente inspirada (didática e principiológica). Não estamos mais sob a tutela de Moisés, nem sob a condenação das tábuas de pedra, nem sob as sombras dos rituais. Estamos sob a graça, guiados pelo Espírito, obedecendo à Lei de Cristo, que cumpre em nós a justiça que a antiga lei apenas exigia, mas não podia efetuar.
Dois Dedos de Teologia. CRISTO ABOLIU A LEI (E PAULO MOSTRA ISSO NA LEI). Yago Martins. Youtube: https://youtu.be/MMZbopFst18?si=fxW0yW11wXjAlqov