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2 Coríntios Cap. 3

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Capítulo 3

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2 Coríntios

Versão: AS21
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1 Será que começamos outra vez a recomendar a nós mesmos? Ou será que precisamos, à semelhança de alguns, de cartas de recomendação para vós ou da parte de vós?

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2 Vós mesmos sois a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos, 3 manifestos como carta de Cristo, ministrada por nós, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações de carne.
Versículo 3
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Diego Vieira Dias há 2 horas

O Ministério da Morte nas Tábuas de Pedra versus o Ministério do Espírito

Uma das objeções mais comuns à ideia de descontinuidade da Lei Mosaica é a distinção feita aos Dez Mandamentos. Frequentemente, argumenta-se que, por terem sido escritos pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra, o Decálogo possuiria uma natureza eterna e distinta das demais leis cerimoniais ou civis. No entanto, a análise que o apóstolo Paulo faz em 2 Coríntios 3 desafia diretamente essa premissa, utilizando justamente a característica das "tábuas de pedra" para demonstrar a inferioridade da Antiga Aliança.

Neste capítulo, Paulo estabelece um contraste nítido entre o ministério da Nova Aliança e o da Antiga. Ele descreve os cristãos como uma "carta de Cristo", escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; e não em "tábuas de pedra", mas em "tábuas de carne nos corações" (2 Coríntios 3:3).

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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4 E é por meio de Cristo que temos tal confiança em Deus.

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5 Não que sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se viesse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus.
Versículo 5
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Diego Vieira Dias há 2 horas

A Letra que Mata

Paulo prossegue com uma afirmação teológica contundente:

"[Deus] nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica." (2 Coríntios 3:6)

A "letra" aqui não se refere ao legalismo ou a uma interpretação fria da Bíblia, mas à própria Lei Mosaica escrita. A função da Lei, desprovida do poder regenerador do Espírito, é sentenciar à morte, pois ela expõe a transgressão sem oferecer o poder para a obediência.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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6 Foi ele quem também nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito dá vida.

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7 Se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fixar os olhos no rosto de Moisés, por causa do seu brilho, que estava se dissipando, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito?
Versículo 7
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Diego Vieira Dias há 2 horas

O Ministério da Morte e da Condenação

O ponto mais impactante da argumentação paulina surge quando ele define explicitamente o que foi gravado em pedras. Ao contrário de elevar o Decálogo a um status de vigência eterna para a Igreja, Paulo refere-se à lei escrita e gravada em pedras como o "ministério da morte".

"E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito?" (2 Coríntios 3:7-8)

É crucial notar que a única parte da Lei gravada em pedras foram os Dez Mandamentos. Portanto, quando Paulo fala do "ministério da morte", ele está se referindo diretamente ao Decálogo. Mais adiante, no versículo 9, ele o chama de "ministério da condenação".

A lógica não é que os mandamentos sejam maus em seu conteúdo moral, mas que a sua função na economia da salvação, como um código externo escrito em pedra, servia para condenar o pecador. Essa administração teve, sim, a sua glória — manifestada no brilho do rosto de Moisés — mas era uma glória "desvanecente", passageira, destinada a desaparecer.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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9 Porque, se o ministério que traz a condenação era glorioso, quanto mais glorioso ainda será o ministério que traz a justiça!

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10 Pois, na verdade, o que foi glorioso deixou de sê-lo, em comparação com a glória extremamente maior.

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11 Porque, se o que estava se dissipando era glorioso, muito mais glorioso será o que permanece.
Versículo 11
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Diego Vieira Dias há 2 horas

A Superioridade da Glória Permanente

O argumento de 2 Coríntios 3 culmina na superioridade da Nova Aliança. Se o ministério que trouxe condenação teve glória, o "ministério da justiça" (a Nova Aliança) tem uma glória sobreeminente.

"Pois, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente." (2 Coríntios 3:11)

A transição é clara: o que foi escrito em pedras pertencia a uma ordem que estava se desvanecendo para dar lugar ao que é permanente. O cristão, portanto, não se volta para as tábuas de pedra para encontrar sua regra de vida primária, mas para o ministério do Espírito, que escreve a lei de Cristo (o amor e a santidade) nas tábuas de carne do coração, operando uma justiça que a letra da lei jamais poderia produzir.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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12 Tendo, pois, tal esperança, valemo-nos de muita confiança no falar.

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13 E não somos como Moisés, que colocava um véu sobre o rosto, para que os israelitas não fixassem os olhos no restante da glória que se dissipava.

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14 Mas a mente deles tornou-se insensível. Pois até hoje, quando ouvem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece e não lhes é retirado, pois somente em Cristo ele é removido.

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15 Sim, até hoje, sempre que Moisés é lido, há um véu sobre o coração deles.

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16 Contudo, quando um deles se converte ao Senhor, o véu é retirado.

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17 O Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.

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18 Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, que vem do Espírito do Senhor.

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