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2 Coríntios Cap. 3

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2 Coríntios

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1 Começamos de novo, a nos recomendar a nós mesmos? Ou precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós ou de vós?

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2 Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, 3 sendo manifesto que sois carta de Cristo, feita por nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedras, mas em tábuas de carne de coração.
Versículo 3
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Diego Vieira Dias há 2 horas

O Ministério da Morte nas Tábuas de Pedra versus o Ministério do Espírito

Uma das objeções mais comuns à ideia de descontinuidade da Lei Mosaica é a distinção feita aos Dez Mandamentos. Frequentemente, argumenta-se que, por terem sido escritos pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra, o Decálogo possuiria uma natureza eterna e distinta das demais leis cerimoniais ou civis. No entanto, a análise que o apóstolo Paulo faz em 2 Coríntios 3 desafia diretamente essa premissa, utilizando justamente a característica das "tábuas de pedra" para demonstrar a inferioridade da Antiga Aliança.

Neste capítulo, Paulo estabelece um contraste nítido entre o ministério da Nova Aliança e o da Antiga. Ele descreve os cristãos como uma "carta de Cristo", escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; e não em "tábuas de pedra", mas em "tábuas de carne nos corações" (2 Coríntios 3:3).

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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4 Temos uma tal confiança em Deus por Cristo.

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5 Não que sejamos capazes por nós mesmos de julgar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, 6 o qual também nos fez idôneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica.
Versículo 5
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Diego Vieira Dias há 2 horas

A Letra que Mata

Paulo prossegue com uma afirmação teológica contundente:

"[Deus] nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica." (2 Coríntios 3:6)

A "letra" aqui não se refere ao legalismo ou a uma interpretação fria da Bíblia, mas à própria Lei Mosaica escrita. A função da Lei, desprovida do poder regenerador do Espírito, é sentenciar à morte, pois ela expõe a transgressão sem oferecer o poder para a obediência.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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7 Se, porém, o ministério da morte, escrito e gravado em pedras, se revestiu de tanta glória, que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos no rosto de Moisés em razão da glória do seu rosto, a qual se estava desvanecendo, 8 como não será mais glorioso o ministério do espírito?
Versículo 7
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Diego Vieira Dias há 2 horas

O Ministério da Morte e da Condenação

O ponto mais impactante da argumentação paulina surge quando ele define explicitamente o que foi gravado em pedras. Ao contrário de elevar o Decálogo a um status de vigência eterna para a Igreja, Paulo refere-se à lei escrita e gravada em pedras como o "ministério da morte".

"E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fixar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito?" (2 Coríntios 3:7-8)

É crucial notar que a única parte da Lei gravada em pedras foram os Dez Mandamentos. Portanto, quando Paulo fala do "ministério da morte", ele está se referindo diretamente ao Decálogo. Mais adiante, no versículo 9, ele o chama de "ministério da condenação".

A lógica não é que os mandamentos sejam maus em seu conteúdo moral, mas que a sua função na economia da salvação, como um código externo escrito em pedra, servia para condenar o pecador. Essa administração teve, sim, a sua glória — manifestada no brilho do rosto de Moisés — mas era uma glória "desvanecente", passageira, destinada a desaparecer.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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9 Se o ministério da condenação era glória, muito mais excede em glória o ministério da justiça.

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10 Na verdade, o que foi feito glorioso, não o é neste respeito, por causa da glória mais excelente.

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11 Pois, se aquilo que se desvanece era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece.
Versículo 11
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Diego Vieira Dias há 2 horas

A Superioridade da Glória Permanente

O argumento de 2 Coríntios 3 culmina na superioridade da Nova Aliança. Se o ministério que trouxe condenação teve glória, o "ministério da justiça" (a Nova Aliança) tem uma glória sobreeminente.

"Pois, se o que se desvanecia teve sua glória, muito mais glória tem o que é permanente." (2 Coríntios 3:11)

A transição é clara: o que foi escrito em pedras pertencia a uma ordem que estava se desvanecendo para dar lugar ao que é permanente. O cristão, portanto, não se volta para as tábuas de pedra para encontrar sua regra de vida primária, mas para o ministério do Espírito, que escreve a lei de Cristo (o amor e a santidade) nas tábuas de carne do coração, operando uma justiça que a letra da lei jamais poderia produzir.

Da Lei à Graça: A Nova Realidade do Cristão e a Ruptura com o Antigo Testamento (Jo. 1:17; Rm. 6:14; Ef. 2:15)

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12 Tendo, então, tal esperança, usamos de grande franqueza 13 e não somos como Moisés, que punha um véu sobre o seu rosto, para que os filhos de Israel não fixassem os olhos no final daquilo que se desvanecia.

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14 Mas as suas mentes foram endurecidas. Pois, até o dia de hoje, na leitura da antiga aliança, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é ele tirado.

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15 Contudo, até o dia de hoje, sempre que leem a Moisés, está posto um véu sobre o coração deles; 16 todas as vezes, porém, que algum deles se converter ao Senhor, o véu lhe é tirado.

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17 Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde há o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

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18 Mas todos nós, com rosto sem véu, contemplando como em espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito.

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