Isaías Cap. 35
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A Resposta de Jesus: Sinais que Apontam para um Reino de Restauração
Diante da indagação dos discípulos de João, Jesus não oferece uma defesa teórica de sua identidade messiânica, nem apresenta um manifesto político contra Roma. A resposta de Cristo é pragmática e fundamentada na ação. O texto relata que, "naquela mesma hora", Jesus curou muitas pessoas de doenças, sofrimentos e espíritos malignos.
Ao instruir os mensageiros sobre o que dizer a João, Jesus utiliza uma linguagem profundamente enraizada nas Escrituras, evocando profecias que o próprio João Batista conhecia bem. Ele diz:
"Voltem e anunciem a João o que vocês viram e ouviram: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho." (Lc. 7:22)
Esta declaração não é aleatória; ela é uma citação direta e uma paráfrase das promessas de restauração encontradas no livro de Isaías. O profeta havia anunciado séculos antes como seria a manifestação do Reino de Deus:
"Então se abriram os olhos dos cegos e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo." (Is. 35:5-6)
"O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados..." (Is. 61:1)
Há uma ironia dolorosa e profunda aqui: a profecia de Isaías 61 fala em "libertação aos cativos", mas João continuava preso. Isso sugere que a libertação trazida pelo Messias transcendia as grades físicas. Os milagres operados por Jesus funcionavam como sinais.
É fundamental compreender o conceito de "sinal". Quando viajamos e avistamos uma placa indicando "Campos do Jordão" ou "Aparecida", não paramos o carro embaixo da placa e acampamos ali. A placa não é a cidade; ela apenas aponta para o destino. Da mesma forma, os milagres de Jesus não eram um fim em si mesmos. Ele não veio a este mundo com o objetivo primário de erradicar todas as doenças físicas ou resolver a mortalidade biológica imediata — afinal, Lázaro e o filho da viúva de Naim, embora ressuscitados, morreram novamente mais tarde.
Os milagres sinalizavam a natureza do Seu Reino:
- Cegos vendo: No Reino de Deus, as pessoas enxergam a verdade e a realidade espiritual.
- Surdos ouvindo: No Reino, a humanidade volta a ouvir a voz do Criador.
- Coxos andando: No Reino, há liberdade de movimento e ação, sem paralisia existencial.
- Pobres recebendo o evangelho: No Reino, não há escassez da graça, e a dignidade é restaurada.
Portanto, Jesus estava dizendo a João: "Os sinais do Reino estão aqui. O Reino chegou, ainda que não da forma fulminante que você esperava." A restauração estava acontecendo de dentro para fora, transformando a condição humana e apontando para uma realidade eterna onde não haverá mais dor, nem choro, nem morte.
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