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Romanos Cap. 7

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Capítulo 7

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Romanos

Versão: NBV
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1 Meus irmãos, será que vocês que conhecem a lei ainda não compreendem que, quando uma pessoa morre, a lei não tem mais nenhum poder sobre ela?

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2 Deixem-me ilustrar: Quando uma mulher se casa, fica presa pela lei ao marido enquanto ele viver. Se, contudo, ele morrer, ela não estará mais ligada a ele. As leis do casamento não mais se aplicam a ela.
Versículo 2
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Diego Vieira Dias em 29/11/2025

A Analogia do Casamento e a Morte

Para ilustrar a legalidade dessa ruptura de Romanos 6:14, Paulo utiliza em Romanos 7 uma analogia baseada na lei conjugal. Ele explica que a lei tem autoridade sobre uma pessoa apenas enquanto ela vive.

"A mulher casada está ligada pela lei ao seu marido enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, ela ficará livre da lei conjugal [...] De modo que, se o marido morrer, ela estará livre da lei..." (Romanos 7:2-3)

A morte rompe o vínculo jurídico. A questão crucial é: quem morreu nessa relação teológica? Paulo não diz que a Lei morreu, mas que nós morremos.

"Assim, meus irmãos, também vocês morreram para a lei, por meio do corpo de Cristo, para que pertençam a outro, àquele que ressuscitou dos mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus." (Romanos 7:4)

A união com Cristo em sua morte e ressurreição encerra a jurisdição da Lei Mosaica sobre o crente. Assim como uma viúva está livre para casar-se novamente sem cometer adultério, o cristão, tendo morrido com Cristo, está livre do "casamento" com a Antiga Aliança para unir-se a Cristo. Não é possível estar casado com a Lei e com Cristo ao mesmo tempo; a morte para a primeira é pré-requisito para a união frutífera com o segundo.

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3 Ela poderá, então, casar-se com outra pessoa se assim o quiser. Isso estaria errado enquanto ele estivesse vivo, porém está perfeitamente certo depois da morte do marido.

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4 Assim, meus irmãos, vocês também morreram para a Lei; e isso aconteceu por meio do corpo de Cristo, para pertencerem a outro, isto é, àquele que ressuscitou dos mortos, para que vocês também possam produzir bom fruto, isto é, boas obras para Deus.

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5 Quando a velha natureza ainda os dominava, havia desejos pecaminosos agindo dentro de vocês, dando-lhes vontade de fazer tudo aquilo que Deus não quer, produzindo obras pecaminosas, o fruto para a morte.
Versículo 5
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Diego Vieira Dias em 29/11/2025

O Fracasso da Letra e a Novidade do Espírito

Paulo prossegue explicando por que essa ruptura era necessária. Enquanto vivíamos sob a carne e sob a Lei, as "paixões pecaminosas despertadas pela lei" operavam em nós (Romanos 7:5). A proibição externa, confrontando a natureza pecaminosa interna, muitas vezes incitava o desejo de transgredir. A falha não estava na Lei, mas na incapacidade humana de cumpri-la.

A solução de Deus não foi reformar a Lei, mas nos libertar dela para inaugurar um novo modo de relacionamento:

"Agora, porém, estamos livres da lei, pois morremos para aquilo a que estávamos sujeitos, para que sirvamos de maneira nova, segundo o Espírito, e não da maneira antiga, segundo a letra." (Romanos 7:6)

Aqui reside a essência da vida na Nova Aliança. Não servimos mais "segundo a letra" (o código escrito, o vade mecum de regras externas da Antiga Aliança), mas "segundo o Espírito". Isso não implica uma vida sem regras ou moralidade, mas uma obediência que nasce de uma transformação interna operada pelo Espírito Santo, uma justiça superior que a mera conformidade à letra da Lei jamais poderia produzir.

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6 Agora, entretanto, vocês foram libertos da Lei, porque morreram para aquilo que antes os prendia. Assim, agora vocês são livres para servir a Deus não da maneira antiga, obedecendo à velha forma da Lei escrita, mas da maneira nova, obedecendo ao Espírito de Deus.

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7 Será que estou sugerindo que a Lei de Deus é má? Claro que não! Eu não teria conhecido o pecado, a não ser pela Lei. Eu não conheceria o que é cobiça se a lei não dissesse: “Não cobice!”

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8 O pecado, no entanto, se aproveitou dessa Lei para despertar em mim todo tipo de desejo cobiçoso. Somente se não houvesse leis para serem quebradas é que não haveria pecado.

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9 Antes eu vivia sem a Lei, mas quando a Lei veio ela despertou o pecado em mim e então eu morri.

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10 Portanto, no que dizia respeito a mim, a boa Lei que deveria mostrar-me o caminho da vida, em vez disso me trouxe a morte.

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11 O pecado me enganou, tomando as boas leis de Deus e usando-as para me fazer culpado de morte.

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12 Mas, como vocês veem, a Lei em si é santa, justa e boa.

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13 Mas como pode ser isso? A Lei que era boa me levou à morte? De forma alguma! Foi o pecado que fez isso. Pois o pecado, usando o que era bom, me trouxe a morte para que ficasse bem claro o que o pecado realmente é. Porquanto o pecado utilizou-se das boas leis de Deus para seus próprios fins perversos.

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14 Sabemos que a Lei é espiritual, e a dificuldade não está com ela e sim comigo, pois estou vendido como escravo ao pecado.

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15 Não entendo o que faço. Pois realmente quero fazer o que é correto, porém não consigo. Faço, sim, aquilo que eu odeio.

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16 Se faço o que não quero, isso prova que a Lei em si é boa.

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17 Nesse caso, não o posso evitar por mim mesmo, porquenão sou eu que estou fazendo, mas o pecado que está dentro de mim.

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18 Eu sei que estou completamente corrompido no que diz respeito à minha velha natureza pecaminosa. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo fazê-lo.

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19 Quando quero fazer o bem, não o faço; e o mal que não quero fazer, esse eu acabo fazendo.
Versículo 19
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Diego Vieira Dias em 29/11/2025
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Diego Vieira Dias há 5 dias

Amarre o Seu Boi Selvagem Custe o Que Custar: O Poder do Domínio Próprio (Êx. 21:28-30; Pv. 25:28)

O Boi Selvagem Sobrevive à Conversão (Rm. 7)

Uma das maiores ilusões no processo de transformação pessoal e espiritual é a crença de que uma conversão erradica instantaneamente todas as falhas de caráter e os maus hábitos de um indivíduo. A realidade, contudo, é bastante diferente: o "boi selvagem" não morre no momento em que alguém decide mudar de vida ou abraçar a fé. Ele sobrevive à conversão e continua a habitar o interior humano enquanto houver vida.

O apóstolo Paulo, considerado um dos maiores expoentes do cristianismo, abordou essa tensão interna de forma direta e transparente, evidenciando que a luta contra os próprios instintos é contínua e inerente à condição humana.

"Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. [...] Vejo, porém, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros." (Romanos 7:19, 23)

Essa passagem ilustra que mesmo uma mente transformada enfrenta a resistência de inclinações arraigadas. Quando um indivíduo que possuía tendências à ira explosiva, à maledicência, à compulsão ou a qualquer outro comportamento lesivo inicia sua jornada de regeneração, essas inclinações não desaparecem em um passe de mágica. O boi selvagem continua presente, exigindo atenção constante.

O que a verdadeira conversão e o Evangelho oferecem, portanto, não é a aniquilação imediata dos desejos destrutivos, mas sim um novo conjunto de ferramentas de contenção. Metaforicamente, a graça divina não mata o animal indomável; em vez disso, ela fornece cordas mais grossas, madeira resistente e ferramentas adequadas para que o próprio indivíduo construa uma cerca muito mais alta.

A diferença entre a vida pregressa e a vida transformada não é a ausência de conflitos internos, mas a recusa em deixar o boi correr solto. Sempre que a vontade desenfreada tentar romper as barreiras, o indivíduo dotado de consciência utilizará os recursos que recebeu para amarrar novamente o seu instinto. O boi selvagem fará barulho e tentará se soltar, mas a nova estrutura construída com disciplina e fé garantirá que ele não cause mais destruição por onde passar.

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20 Ora, se estou fazendo aquilo que não quero, é simples dizer onde está a dificuldade: É o pecado que ainda está dentro de mim.

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21 Quando quero fazer o bem, faço inevitavelmente o que é mau.

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22 Quanto à minha nova natureza, eu tenho prazer na Lei de Deus; 23 contudo existe uma outra lei atuando nos membros do meu corpo, que está em guerra com a minha mente, fazendo-me prisioneiro da lei do pecado que age no meu corpo.

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24 Que situação terrível, esta em que me encontro! Quem é que me livrará deste corpo que me leva à morte?
Versículo 24
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Diego Vieira Dias em 29/11/2025
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Diego Vieira Dias há 4 semanas

5. Sola Gratia: O Poder Transformador da Graça: Da Fraqueza Humana à Justificação Divina (2 Co 12:9-10; Lc 15; Rm 3:21-26)

Justificação pelo Sangue: Distinguindo a Graça Verdadeira da Graça Barata

A parábola do filho pródigo atinge o seu clímax teológico não apenas no abraço do pai, mas na ordem subsequente que garante a entrada do filho na festa. Após vesti-lo com a melhor roupa, colocar o anel e as sandálias, o pai emite um comando específico:

"Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar." (Lucas 15:23)

Por que um bezerro? Uma leitura superficial poderia sugerir apenas um banquete culinário, mas há uma profunda simbologia expiatória aqui. Jesus, ao contar a parábola para uma audiência judaica, evoca imagens do sistema sacrificial de Levítico. Na lei cerimonial, o bezerro era frequentemente utilizado como oferta pelo pecado.

"Moisés disse a Arão: Pegue um bezerro para oferta pelo pecado... e faça expiação por você mesmo e pelo povo." (Levítico 9:2, 7)

A teologia da justificação ensina que não há remissão de pecados sem derramamento de sangue. O abraço do pai demonstra amor e aceitação emocional, mas a entrada na "casa" (o Reino) exige uma base legal. A justificação não é um ato onde Deus simplesmente ignora o erro; é um ato onde a justiça é satisfeita. Para que o filho pródigo viva, o bezerro precisa morrer. Para que o pecador seja justificado, o Cordeiro de Deus precisou ser imolado. A festa da graça tem um custo altíssimo, pago pelo próprio Deus.

Este entendimento nos leva à distinção crucial entre Graça Barata e Graça Verdadeira.

A Graça Barata é um conceito distorcido onde o indivíduo busca justificar o seu pecado. É a mentalidade de vítima. Quando confrontado com o erro, o adepto da graça barata oferece desculpas: "Eu errei porque me provocaram", "Eu traí porque fui negligenciado". Ele tenta usar a graça como um salvo-conduto para continuar na prática da iniquidade, desvalorizando o sacrifício. A graça barata tenta absolver o pecado sem transformar o pecador.

A Graça Verdadeira, por outro lado, justifica o pecador, não o pecado. Ela gera uma consciência de responsabilidade, não de vitimismo. Aquele que encontra a verdadeira graça se reconhece como "vilão" na sua própria história, admitindo sua culpa sem transferir responsabilidades. Ele ecoa o sentimento do Apóstolo Paulo em Romanos 7: reconhece que em sua carne não habita bem algum e que o mal que não quer fazer, acaba fazendo.

"Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!" (Romanos 7:24-25)

A verdadeira graça não nos deixa confortáveis no erro; ela nos constrange ao arrependimento. Ela nos tira da posição de réus condenados e nos coloca na posição de filhos amados, não porque merecemos, mas porque um "Bezerro" foi morto em nosso lugar. O reconhecimento dessa troca — a vida de Cristo pela nossa — é o que nos permite sentar à mesa do Pai, não mais como escravos ou trabalhadores, mas como herdeiros da promessa.


Conclusão

A jornada da graça é o caminho de volta para casa. Começa com a percepção da nossa fraqueza e a falência da nossa autossuficiência. Passa pelo abandono do "chiqueiro" da iniquidade e pela rejeição da religiosidade meritocrática. E culmina na mesa do Pai, onde a nossa culpa foi lavada pelo sacrifício perfeito. Que possamos viver não baseados na nossa própria força, mas sustentados por essa graça abundante, que nos basta, nos salva e nos justifica.

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25 Mas graças a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Em minha mente eu sou escravo da Lei de Deus; mas na minha natureza carnal sirvo a lei do pecado.

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