Isaías Cap. 8
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O Grande Paradoxo: O Perigo de Tropeçar na Bondade e na Graça
Após apontar os sinais de seu ministério, Jesus profere uma bem-aventurança que carrega um aviso solene e, à primeira vista, estranho:
"Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço." (Lc. 7:23)
A palavra "tropeço" aqui remete ao termo grego skandalon, a "pedra de tropeço" ou a armadilha que faz alguém cair. Este é um dos paradoxos centrais do Evangelho: como o Messias, a fonte de toda a vida e salvação, pode se tornar um obstáculo que derruba as pessoas?
A resposta reside na natureza das expectativas humanas. Isaías já havia profetizado que o Senhor seria, simultaneamente, um santuário e uma rocha de ofensa:
"Ele será um santuário para vocês, mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel... Muitos deles tropeçarão, cairão, serão despedaçados, enlaçados e presos." (Is. 8:14-15)
Existe uma distinção crucial a ser feita sobre o ato de "tropeçar". Na caminhada cristã, é comum que o indivíduo tropece em suas próprias fraquezas, tentações e pecados. Quando alguém reconhece seu erro, sente remorso e busca perdão, esse "tropeço" na própria carne, embora doloroso, revela uma consciência viva e sensível à santidade. É um indicativo de que a pessoa ainda luta pelo bem, apesar de sua natureza falha. Paulo descreve essa luta interna em Romanos 7, onde o bem que deseja fazer não consegue realizar.
O perigo real e fatal surge quando o indivíduo não tropeça mais em seus pecados, mas começa a tropeçar na bondade do Reino. Isso ocorre quando a graça, a misericórdia e o amor irrestrito de Jesus se tornam ofensivos à lógica humana.
Muitos tropeçam em Jesus porque Ele não atende aos critérios de justiça retributiva e vingança imediata que o coração humano frequentemente deseja. O Reino de Deus propõe o perdão aos inimigos, a oração pelos que nos perseguem e a graça estendida aos indignos. Para uma mente formatada pela lógica do "olho por olho" ou pela busca de poder, essa mensagem é escandalosa.
Quando a mensagem de paz, tolerância e amor ao próximo causa irritação ou rejeição, significa que a pessoa tropeçou na "Pedra Angular". O Reino de Deus, ao invés de ser um refúgio, torna-se um problema para quem deseja um deus moldado à sua própria imagem — um deus que valide seus preconceitos e destrua seus opositores políticos ou ideológicos.
A advertência de Cristo é clara: felizes são aqueles que conseguem olhar para a simplicidade do Evangelho — que cura, restaura e acolhe — e não se sentem ofendidos por ela. A verdadeira tragédia não é o pecador que cai tentando acertar, mas o religioso ou o moralista que cai por rejeitar a misericórdia excessiva de Deus.
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