1 Não sou livre? Não sou um apóstolo? Não sou alguém que realmente viu Jesus, nosso Senhor, com os próprios olhos? E as vidas transformadas de vocês não são o resultado do meu árduo trabalho para Deus?
4 Ou será que eu não tenho direito algum? Será que não posso pretender o mesmo privilégio dos outros apóstolos, o de ser hóspede na casa de vocês e comer e beber?
7 Qual o soldado no exército que tem de pagar suas próprias despesas? Vocês já ouviram falar de alguém que planta uma vinha e não tenha direito de comer do seu fruto? Qual o pastor que toma conta de um rebanho e não tem o direito de tomar do seu leite?
9 Na Lei de Moisés está escrito: “Não amordacem a boca do boi quando estiver debulhando o cereal”. Vocês acham que Deus estava pensando só nos bois quando disse isso?
10 Será que ele não estava pensando em nós também? Naturalmente que sim. Ele disse isso porque aqueles que aram e debulham devem esperar receber sua parte da colheita.
12 Vocês dão isso aos outros que pregam a vocês, e é justo. Mas será que nós não temos muito mais direito do que eles? No entanto, nunca usamos tal direito, mas suprimos as nossas próprias necessidades sem a ajuda de vocês. Nunca exigimos pagamento de qualquer espécie para não colocar obstáculo algum ao evangelho de Cristo.
13 Vocês não sabem que Deus disse aos que trabalhavam no templo que dos alimentos levados ali como ofertas a ele tirassem uma parte para o seu próprio alimento? E os que servem diante do altar recebem uma parte do alimento que é levado ali por aqueles que o oferecem ao Senhor.
15 Contudo, eu não tenho usado nenhum desses direitos. E não lhes escrevo isso para insinuar que estou exigindo esses direitos para mim mesmo. De fato, eu preferiria morrer a perder a satisfação que encontro em pregar a vocês sem cobrar nada.
16 Contudo, pregar o evangelho não é nenhum mérito especial para mim — eu não poderia deixar de pregá-lo mesmo que o quisesse. Eu seria completamente infeliz. Ai de mim se não o fizer!
17 Se eu estivesse oferecendo voluntariamente meus serviços de minha própria e espontânea vontade, então o Senhor me daria uma recompensa especial; essa, porém, não é a situação, pois Deus me escolheu e me impôs este dever sagrado, e assim não tenho escolha.
18 Nesse caso, qual é a minha recompensa? É a alegria especial que eu obtenho ao pregar o evangelho sem despesas para ninguém, e nunca exigindo os meus direitos.
20 Quando estou com os judeus, vivo como judeu, para que eles ouçam o evangelho e eu possa ganhá-los para Cristo. Quando estou entre os que estão debaixo da Lei, não discuto com eles, embora não concorde, porque desejo ganhá-los.
21 Quando estou com os que estão sem lei, concordo com eles tanto quanto possível, com a exceção naturalmente de que, como servo de Cristo, eu devo fazer sempre o que é correto. E assim, concordando com eles, posso ganhá-los também.
Versículo 21
Diego Vieira Dias
há 2 horas
A Lei de Cristo
Se a Lei Mosaica foi abolida como código normativo, isso significa que o cristão vive sem lei (anomia)? Absolutamente não. O apóstolo Paulo esclarece sua posição em 1 Coríntios 9:20-21:
"Para os que vivem sob o regime da lei, fiz-me como se estivesse sob o regime da lei, embora eu mesmo não esteja sob o regime da lei [...] Para os que não têm lei, fiz-me como se não tivesse lei (embora eu não esteja sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo)..."
Aqui, Paulo faz uma distinção vital:
Ele afirma categoricamente: "eu mesmo não estou sob o regime da lei" (referindo-se à Lei Mosaica).
Ele afirma simultaneamente: "não estou sem a lei de Deus, mas sob a lei de Cristo".
Existe, portanto, uma "Lei de Cristo" que é distinta da Lei de Moisés. A Lei de Cristo não é um retorno ao código de pedras do Sinai, mas a lei do amor, gravada no coração pelo Espírito, que nos leva a obedecer aos princípios eternos de Deus de uma maneira nova e superior.
Conclusão
O cristão não rejeita o Antigo Testamento; ele o lê através das lentes de Cristo. O Antigo Testamento deixa de ser nossa constituição federal (normativa) para se tornar nossa biblioteca divinamente inspirada (didática e principiológica). Não estamos mais sob a tutela de Moisés, nem sob a condenação das tábuas de pedra, nem sob as sombras dos rituais. Estamos sob a graça, guiados pelo Espírito, obedecendo à Lei de Cristo, que cumpre em nós a justiça que a antiga lei apenas exigia, mas não podia efetuar.
22 Quando estou com aqueles cuja consciência é fraca, torno-me fraco. Sim, qualquer que seja o tipo de pessoa, eu procuro achar um terreno comum com ela, para que me permita falar-lhe de Cristo e eu possa salvar alguns.
25 Para vencer a competição vocês precisam renunciar a muitas coisas que os impediriam de fazer o melhor que podem. Um atleta faz todo esse sacrifício só para obter uma coroa que não dura muito, porém nós o fazemos para obter uma coroa que dura para sempre.
27 Eu castigo o meu corpo como um atleta faz, tratando-o com dureza, como o meu escravo. De outro modo, eu temo que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo seja reprovado.
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