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Romanos Cap. 9

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Capítulo 9

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Romanos

Versão: Almeida Revista e Atualizada
Progresso de leitura 0/33 versículos
1 Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência: 2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração; 3 porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.

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4 São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas; 5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém!

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6 E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; 7 nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência.

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8 Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa.

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9 Porque a palavra da promessa é esta: Por esse tempo, virei, e Sara terá um filho.

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10 E não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só, Isaque, nosso pai.

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11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), 12fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço.
Versículo 11
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Diego Vieira Dias em 24/01/2026

4. Soteriologia em Foco: O Grande Debate entre Calvinismo e Arminianismo e a Doutrina da Salvação (Rm. 9; Ef. 1; Jo. 10)

Dilemas Teológicos e Aplicação Prática: Predestinação, Oração e Evangelismo

O debate entre calvinismo e arminianismo não é apenas uma discussão acadêmica abstrata; ele levanta questões profundas que afetam a vida devocional, a oração e a evangelização. Ao analisarmos textos difíceis e situações do cotidiano, percebemos como cada teologia tenta resolver o mistério da vontade divina.

O Enigma de Romanos 9: Jacó e Esaú

Um dos campos de batalha mais intensos deste debate é o capítulo 9 de Romanos, onde Paulo escreve: "Amei a Jacó, e aborreci a Esaú".

  • A Visão Calvinista: Interpreta este texto como uma prova cabal da eleição individual soberana. Deus, em Sua liberdade, escolheu amar (salvar) Jacó e aborrecer (deixar em condenação) Esaú, sem que nenhum deles tivesse feito bem ou mal.
  • A Visão Arminiana: Argumenta que o texto não trata de salvação individual eterna (céu ou inferno), mas de eleição para um propósito histórico. Deus escolheu a linhagem de Jacó para formar a nação de Israel e trazer o Messias. "Aborrecer" Esaú seria uma expressão idiomática para uma "escolha secundária" ou não-escolha para a aliança messiânica. O argumento é reforçado pelo fato de que muitos descendentes de Jacó (israelitas) se perderam, provando que a eleição nacional não garantia salvação pessoal.

"Porque, não tendo eles ainda nascido, nem tendo feito bem ou mal... foi-lhe dito a ela: O maior servirá o menor. Como está escrito: Amei a Jacó, e aborreci a Esaú." (Romanos 9:11-13)

A transcrição destaca que nem sempre "eleição" na Bíblia é para salvação. Judas foi eleito para o apostolado (João 6:70), mas não foi salvo. Jeremias foi eleito profeta desde o ventre. Assim, a escolha soberana muitas vezes refere-se a missões e vocações específicas.

Se tudo já está definido, por que orar e evangelizar?

Uma dúvida comum surge: "Se Deus já escolheu quem vai para o céu (Calvinismo) ou se Deus já sabe quem vai crer (Arminianismo), por que eu preciso orar ou pregar?"

A resposta cristã, em ambas as vertentes, é que não possuímos o "Livro da Vida". Não cabe ao ser humano tentar fazer o papel de Deus e julgar quem é salvo ou não. A responsabilidade humana é clara:

  1. O Dever da Obediência: A ordem de Jesus é "ide e pregai". A nossa obediência em evangelizar gera recompensa para nós, independentemente se o ouvinte aceitará ou não.
  2. O Poder da Intercessão: O exemplo prático de orar por um familiar "perdido" (como no caso citado de um dependente químico) ilustra que não devemos desistir. A oração pode clamar pela misericórdia de Deus, inclusive pedindo que Deus use circunstâncias difíceis (disciplina) para levar a pessoa ao arrependimento, como na oração de Habacuque: "Na ira, lembra-te da misericórdia" (Hc 3:2).
  3. O Limite da Insistência: Baseado em Mateus 10:14 ("sacudi o pó dos vossos pés"), entende-se que há um momento em que, se a rejeição ao Evangelho for total e hostil, o cristão pode redirecionar seus esforços para outros que precisam ouvir, sem carregar a culpa daquela rejeição.

Conclusão: O Solo Comum da Graça

Apesar de séculos de debate, calvinistas e arminianos concordam nos fundamentos essenciais que definem o cristianismo ortodoxo. Ambos rejeitam heresias extremas:

  • O calvinista sério rejeita a ideia de que, por ser eleito, pode viver no pecado (antinomismo).
  • O arminiano sério rejeita a ideia de que é salvo pelo mérito de sua própria escolha ou obras (pelagianismo).

No fim, ambos concordam que:

  • A salvação é pela graça, mediante a fé.
  • Só Jesus Cristo salva.
  • O arrependimento é necessário.
  • A Igreja tem a missão urgente de pregar o Evangelho a toda criatura.

O debate, embora útil para aguçar o entendimento bíblico, não deve obscurecer a verdade maior de que a salvação é um presente imerecido de um Deus que é, acima de tudo, Santo e Amoroso.

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13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.

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14 Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!

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15 Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.

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16 Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.

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17 Porque a Escritura diz a Faraó: Para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra.

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18 Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz.
Versículo 18
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Diego Vieira Dias em 24/01/2026

4. Soteriologia em Foco: O Grande Debate entre Calvinismo e Arminianismo e a Doutrina da Salvação (Rm. 9; Ef. 1; Jo. 10)

Os Cinco Pontos do Calvinismo (TULIP): Soberania e Eleição Incondicional

Como vimos anteriormente, os chamados "Cinco Pontos do Calvinismo" foram sistematizados no Sínodo de Dort em resposta aos questionamentos arminianos. Frequentemente lembrados pelo acrônimo em inglês TULIP (Total Depravity, Unconditional Election, Limited Atonement, Irresistible Grace, Perseverance of the Saints), esses princípios resumem a soteriologia reformada, enfatizando a soberania absoluta de Deus na salvação.

Abaixo, detalhamos cada um desses pontos conforme a perspectiva calvinista clássica:

1. Depravação Total (Total Depravity)

O ponto de partida é a condição humana pós-queda. Para os calvinistas, o pecado de Adão corrompeu a natureza humana de forma tão profunda que não restou "bem algum" capaz de conectar o homem a Deus. O ser humano está espiritualmente morto e, portanto, é totalmente incapaz de buscar a Deus ou exercer fé por conta própria.

"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." (Romanos 3:10-12)

"Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados." (Efésios 2:1)

2. Eleição Incondicional (Unconditional Election)

Se o homem é incapaz de buscar a Deus, a iniciativa da salvação deve partir inteiramente do Criador. A doutrina da Eleição Incondicional ensina que, antes da fundação do mundo, Deus escolheu soberanamente um grupo específico de pessoas para serem salvas.

Esta escolha não foi baseada em qualquer mérito humano ou na previsão de que essas pessoas teriam fé (pré-ciência de ações), mas sim fundamentada unicamente na vontade soberana e no "beneplácito" de Deus.

Os calvinistas respondem à acusação de injustiça divina argumentando que, como toda a humanidade já estava condenada pelo pecado, Deus seria justo se deixasse todos perecerem. Ao escolher salvar alguns, Ele exerce misericórdia, sem cometer injustiça contra os demais.

"Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade." (Efésios 1:4-5)

"Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer." (Romanos 9:18)

3. Expiação Limitada (Limited Atonement)

Este é frequentemente o ponto mais controverso. A lógica calvinista dita que, se Deus escolheu apenas um grupo para salvar (os eleitos), então a morte de Cristo na cruz teve um propósito específico: garantir a redenção desse grupo.

Assim, Jesus não teria morrido para salvar a humanidade inteira indiscriminadamente (o que implicaria, na visão deles, uma falha caso alguém por quem Cristo morreu fosse para o inferno), mas morreu eficazmente pelas Suas "ovelhas".

"Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas." (João 10:11)

"E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." (Mateus 1:21)

4. Graça Irresistível (Irresistible Grace)

Uma vez que Deus elegeu alguém e Cristo morreu por essa pessoa, o Espírito Santo aplica essa salvação de maneira eficaz. A Graça Irresistível ensina que, quando Deus chama um eleito para a salvação, essa pessoa não pode resistir a esse chamado.

Diferente da oferta externa do Evangelho (que muitos rejeitam), o chamado interno do Espírito vence a resistência do coração humano, regenerando a vontade do pecador para que ele creia voluntariamente. Não se trata de Deus arrastar alguém contra a sua vontade, mas de Deus mudar o coração para que a pessoa queira vir a Ele.

"Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6:37)

Os calvinistas citam o exemplo de Lídia em Atos, onde é dito que o Senhor "abriu o coração" dela para crer.

5. Perseverança dos Santos (Perseverance of the Saints)

Por fim, a segurança da salvação. O calvinismo defende que aqueles que foram verdadeiramente eleitos, chamados e justificados jamais perderão a salvação. Eles perseverarão na fé até o fim.

O lema "uma vez salvo, salvo para sempre" se aplica aqui, com a ressalva de que a "salvação" referida é a verdadeira regeneração. Se alguém professa a fé e depois a abandona definitivamente, a interpretação calvinista é que tal pessoa nunca foi verdadeiramente salva ou regenerada (1 João 2:19).

"E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (João 10:28)

Representantes Notáveis:
A tradição calvinista é sustentada por nomes históricos e contemporâneos como Jonathan Edwards, Charles Spurgeon, George Whitefield, e, mais recentemente, John Piper, Tim Keller e, no Brasil, Augustus Nicodemos e Hernandes Dias Lopes.

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19 Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?

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20 Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?

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21 Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?

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22 Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, 23 a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, 24 os quais somos nós, a quem também chamou, nãodentre os judeus, mas também dentre os gentios?

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25 Assim como também diz em Oseias: Chamarei povo meu ao que não era meu povo; e amada, à que não era amada; 26 e no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo, ali mesmo serão chamados filhos do Deus vivo.

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27 Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.

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28 Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve; 29 como Isaíasdisse: Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, ter-nos-íamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.

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30 Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé; 31 e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.

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32 Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, 33 como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.

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